How to Train Your Dragon (2010)

“How to Train Your Dragon” (2010)

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movimento – por baixo, por cima, através

Vi este filme há quase um mês. Estou a comentá-lo agora como prefácio para o Tintim de Spielberg/Jackson. Quero ver esse filme, porque acho que o Spielberg é um realizador válido quando se mexe dentro dos seus géneros nativos, o do filme aventura electrizante, sendo aventura um termo lato. Quero ver ver o que ele tem a dizer sobre motion capture, o conceito que tanto está a defender, e que o seu amigo Zemeckis começou a explorar há uns anos.

Ver filmes é, como muitas coisas na vida, uma questão de escolhas pessoais. Escolhemos o que procuramos quando vemos um. A animação está também sujeita a essas escolhas. Eu fiz as minhas. Procuro animações porque uma câmara virtual pode fazer coisas que uma real não pode. Claro que depois vemos o Soy Cuba e esta afirmação torna-se perfeitamente obsoleta. Mas esse filme é um alien.

Como arquitecto, interessa-me o espaço. Espaço construído, integrado ou não, mas sempre construído. Em animação, tudo é espaço construído. Cada montanha e paisagem, o mar e as cavernas. Tudo é escolhido e desenhado para aparecer como o vemos. E é construído para aparecer também num determinado enquadramento, concordando com o movimento dos personagens nesse espaço. Por isso, é a liberdade total. Claro que isto é um filme de muitos milhões de dólares, e tem de apelar a uma certa audiência, por isso penduramos uma história nisto tudo, e esta até está bem montada. Mas eu não venho a estes filmes pelos personagens, embora o dragão negro seja sedutor, assim como alguns outros personagens. Este filme é rico nas suas texturas e desenvolvimento de personagens, dentro das limitações do género. Mas não me apetece falar disso.

Aquilo que é realmente bom aqui, para mim, está nas cenas de movimento. No céu, e na caverna. Utiliza-se um movimento fluído, seguindo o caminho dos dragões ou inventando um caminho virtual para a câmara, que dança com os dragões. Na caverna, o uso da câmara é mais convencional, mas a concepção do espaço é inteligente. A Pixar fez os maiores progressos dos últimos anos, mas este filme tem uma visão muito própria, talvez uma consequência ou até um desenvolvimento de Avatar. Vale a pena ver por isso.

A minha opinião: 3/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve