The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009)

“The Imaginarium of Doctor Parnassus” (2009)

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as caras no ninho

Nada em cinema deveria ser mais celebrado do que uma imaginação enraizada totalmente num ambiente visual. Filmes cujo propósito é criar imagens, em que as imagens são o meio e o fim. Emoção? Significado? Metáforas? Sim a tudo isso, mas embebido em imagens, todas essas coisas Como imagens, e não Suportadas por elas. Se começamos a pensar nesses termos, então Terry Gilliam vai figurar alto na sua atitude em relação aos filmes. Praticamente todos os conceitos que ele nos dá são eminentemente visuais.

O problema é que sobre isso, ele parece ser incapaz na maioria das vezes de ultrapassar limitações práticas ou técnicas, e por isso a execução quase sempre não consegue atingir o que o conceito prometia.

Aqui temos uma coisa muito interessante e visual: a ideia da imaginação de alguém aninhada no subconsciente de outra pessoa. O atravessamento de um portal visual que leva à nossa própria mente. Empatia como uma coisa profundamente enraizada, que acontece do outro lado da cortina. Dois mundos separados por uma fina cortina, como a velha fachada abandonada separa Londres do refúgio dos nossos personagens (espaço magnífico, aquele quarteirão vazio).

Somado a isso, a morte trágica de Heath Ledger e a subsequente solução encontrada para o problema levantaram ainda mais as minhas expectativas. Agora íamos ter 4 dos actores mais interessantes de hoje em dia a representar o mesmo personagem no mesmo filme! Isso era uma ideia realmente fascinante, se pensarem bem. E ainda que eu admita que em termos de continuidade os escritores fizeram um bom trabalho ao ultrapassarem a falta daquilo que Ledger não filmou, a forma como colocaram os 3 voluntários ficou realmente longe daquilo que eu esperava ver.

Depp representa o seu tipo “casualmente sensual”, algo que ele tem feito bastante ultimamente. Jude Law é inócuo e só Colin Farrell faz algo minimamente interessante, mas apenas se considerarmos a sua performance isolada, não a de Ledger e as possíveis ligações entre as diferentes caras do personagem.

Se considerarmos que os mundos visuais dentro da cabeça do Parnassus simplesmente não são interessantes, simples deviações digitais sobre cenários virtuais banais, então ficamos com uma má sensação. E como em outros filmes de Gillian, sabemos que poderíamos estar a ver um filme poderoso, mas há algo que simplesmente sofre de limitações severas. E neste caso não é só a execução, embora isso ajude.

Fico-me com Lily Cole, uma actriz muito intrigante, realmente notável na sua estranheza muito própria.

A minha opinião: 2/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve