Spaceballs (1987)

“Spaceballs” (1987)

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Vim a este filme pouco tempo depois de ver a triologia de episódios duplos do Family Guy a gozar com a Guerra das Estrelas (“Laugh it up, fuzzball”). Queria comparar as piadas com a comédia feita enquanto a Guerra das Estrelas ainda era um tema quente. Para além disso, é bastante provável que MacFarlane tenha visto este filme quando era adolescente, ainda mais tendo em conta que ele é um fã incondicional da GE.

O que temos aqui está bastante datado hoje, no que toca aos valores puros de comédia. Não tem tanto que ver com as piadas, que aliás caem na maioria dos casos nas mesmas categorias das piadas equivalentes em “Laugh it up…”. Mas o ritmo mudou desde que isto foi feito. As audiências agora requerem desenvolvimentos mais frenéticos, para não se distrairem. Ou seja, até os Simpsons hoje parecem lentos quando comparados com o Family Guy, South Park ou Friends. Mas suponho que isso é normal. Entre todos os géneros, a comédia é aquele que envelhece mais rapidamente, e mais vezes. Os ritmos mudam, pedem mudanças, e mesmo os interesses mudam. Este filme ainda está vivo hoje, suponho, porque a Guerra das Estrelas, impulsionada pelos novos episódios, ainda está viva. Por isso é possível às pessoas que nasceram depois do filme ser feito relacionarem-se com as suas piadas.

Mas eu queria ver o filme. Queria sair das séries de televisão, que vivem dos sketches em si, mas às quais falta o grande arco, a grande forma. E Mel Brooks dificilmente falha no capítulo da escrita. Ele é um verdadeiro brincalhão porque a sua mente funciona cinematograficamente, e é assim que ele provoca as reviravoltas. A piada está na escrita, na concepção, tanto como nas piadas em si.

Assim, as piadas podem funcionar ou não. O Han Solo vestido de Indiana Jones. O realce das características da GE até à caricatura. Inferências sexuais em relação aos sabres de luz ou a figura física samurai do Darth Vader (estes 2 aspectos também aparecem no Family Guy). Mas as coisas boas que realmente fazem o filme para mim são os pedaços auto-referenciais. Filmes sobre filmes, filmes sobre fazer filmes. Há várias alusões banais ao facto de estarmos a ver um filme, mas uma delas é realmente interessante. Darth Vader e equipa, para descobrirem onde estão os fugitivos, assumem que são personagens num filme, e por isso procuram o próprio filme, numa prateleira cheia dos filmes de Brooks, encontrando nela este filme já editado, e passam-no numa tv, avançando rapidamente sobre tudo o que já tínhamos visto até então. Depois, chegam ao ponto presente da história, e temos uma dupla imagem do filme exterior, e do mesmo filme a ser visto pelos personagens nele, tudo sincronizado. Isto foi um pedaço maravilhoso de auto-referência, que pode ser apreciado sempre que virmos o filme, agora e no futuro.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve