La bestia nello spazio (1980)

“La bestia nello spazio” (1980)

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barbarella

*** Este comentário contém spoilers ***

Este é outro filme lixo. Vale a pena notar que, pelo menos para mim, o trash designa meramente filmes com valores de produção incrivelmente baixos. Muitas vezes estes filmes também carregam forte na tecla do sexo/sangue. Não na violência. Sobretudo, e este filme não é excepção, estes filmes funcionam como paródias de outros filmes sérios. Não totalmente intencionais como paródias, mas como forma de capitalizar o sucesso desses outros filmes. Por isso é que temos sabres de luz de cartão, 3 anos depois da Guerra das Estrelas original sair.

Chego a filmes como este de vez em quando, primeiro pelo gozo de partilhar a paixão auto-referencial dos seus criadores, e gozar as falhas consentidas tanto como aprecio as coisas boas.

Para além disso, venho a filmes como este para ver conceitos interessantes e por vezes uma sobreposição subtil de níveis que aparecem por vezes. Normalmente, a desgraça de cada aspecto de produção, desde os cenários, ao enquadramento e encenação, destrói a experiência. Mas ainda assim, podemos encontrar muitas coisas boas para considerar, ao nível narrativo. É esse o caso deste filme.

Vejam como este está feito. Uma equipa com a missão de chegar a um planeta distante para recolher algum material precioso. Um dos elementos (a estrela sexual) da equipa sonha constantemente com um sítio que não conhece, onde é repetidamente violada (no sonho) por uma besta, meio humano meio bode (com pénis humano). Entretanto ela vai para a cama com o chefe da missão. No planeta, coisas interessantes acontecem. O planeta é controlado por uma máquina, com o poder para introduzir fantasias sexuais nos seus habitantes, basicamente colocando os membros da equipa sob a ilusão de sexo consentido uns com os outros. Isto é feito pelo computador para permitir ao seu avatar, o meio homem meio bode, chegar à rapariga e fazê-la viver o sonho que estava a ter. Uma batalha final acontece, o computador é destruído, eles deixam o planeta.

O que funciona bem para mim é a forma como entramos profundamente nos níveis da história. Supostamente começamos no universo real desses personagens. O sexo entre eles fá-la revelar o seu sonho (sexual) e baixamos um nível abaixo da realidade do mundo do filme. O planeta distante é em si mesmo uma descida a um mundo mais enterrado. Os sonhos introduzidos pelo computador, a ilusão inicial que temos de que esses Não são sonhos, isso leva-nos a outro nível. E a dúvida final sobre se a violação “real” foi ou não outra ilusão do computador, isso é interessante.

O sexo rodeia tudo, claro, como os produtores precisavam para vender o filme. Por isso a premissa é clara. Mas a forma como é completada pode ser apreciada, apesar do ar barato que tudo isto tem.

A minha opinião: 1/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve