The Pink Panther (1963)

“The Pink Panther” (1963)

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descentrado

Há tantas personalidades do mundo dos filmes envolvidas aqui que hoje carregam uma grande dose de nostalgia que vale a pena ver este filme só por isso. Isso se conseguirem receber totalmente essa força que essas pessoas demonstram. Capucine, Claudia Cardinale, até a espécie já extinta a que Niven pertencia. Blaker Edwards, que morreu recentemente e, claro, Peter Sellers, uma das pessoas mais genuinamente engraçadas em filme de sempre. Juntem a isso os anos 60, já por si um canal da nostalgia ocidental contemporânea, e a pantera, acabada de nascer aqui. É pesado, provavelmente tanto como ver Audrey Hepburn e Cary Grant no Charade deste mesmo ano. Se inspiramos estes aromas de outros dias e nos deixamos levar por como imaginamos que esses dias seriam, este filme vai brilhar.

O filme por acaso é incrivelmente fresco, como comédia. Não porque alguma coisa do que aqui temos seja ainda remotamente uma moda na actuação cómica de hoje em dia. Não é. O ritmo é lento, e isto arrasta-se comparado com o que faz as audiências rirem hoje em dia. Sabemos que a comédia é, entre todos os géneros, aquele que se desactualiza mais rapidamente. Esta está desactualizada, mas funciona se virmos o seu contexto.

Mas algo estranho e bizarro mata uma parte desta experiência. O filme parece-nos descentrado hoje, e suponho que isso seria notório logo que o filme saiu. Isso porque o filme foi concebido para ter Niven como a estrela, e Cardinale como o sex symbol exótico. Ela até representa uma rainha de um país exótico distante. Capucine e Sellers deveriam ser asteróides orbitando em torno das estrelas principais. Mas Sellers baralha as coisas, e desequilibra este universo aparentemente bem construído. Isso porque ele é a estrela mais brilhante deste firmamento. Aparentemente, o papel dele deveria ter sido feito por Ustinov, mas Sellers acabou por ficar com ele, e o resto nós sabemos, e o muito que ganhamos com isso. Ele é um grande actor, porque de algum modo ele faz as suas habilidades sem parecer abertamente que está a actuar de forma engraçada. E o timing dele normalmente é perfeito.

Por isso, o estranho aqui é que temos um performer brilhante a roubar o filme aos verdadeiros ladrões (ele até vai para a prisão em vez deles no final). O fantástico é que tínhamos Peter Sellers.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve