Hard Target (1993)

“Hard Target” (1993)

IMDb

Mad cowboy

Este filme cai perfeito no seu próprio género, com todos os elementos. A história está concebida para encaixar nas características vendáveis do actor, e temos todos os elementos que normalmente rodeiam este sub género de acção, que é a acção construída ao redor de uma figura da acção, na tradição Stallone (mas com jogadas diferentes). Para além disso, nunca gostei muito da abordagem estilística de Woo. É o estilo em si que me aborrece. Por isso, este filme deveria ser naturalmente algo para passar tempo, uma experiência olvidável. Algo que podíamos ver numa noite bem passada com alguns gajos de 26 anos já nostálgicos que cresceram com estas coisas.

O meu último comentário, ainda para mais, foi sobre um filme que pensava que odiaria e que até apreciei. Isto motivou um protesto de um leitor que é meu amigo e que normalmente confia nas minhas opiniões, mas baseando-se nesse comentário começou a perder a fé. Suponho que só vou piorar as coisas com este comentário, mas na verdade apreciei algumas coisas neste filme. Essas coisas boas têm todas que ver com dois aspectos: cinematografia e cenários.

A primeira grande coisa aqui é a forma como entramos no filme, os primeiríssimos planos, uma noite chuvosa numa Nova Orleães encenada, onde um homem está a ser caçado. Os planos das ruas desertas, desde o ponto de vista do homem, são grandes portas para este filme. Temos todas as referências nesta primeira sequência: Nova Orleães, o jazz ambiente, o contexto de western Leone/Eastwood (o próprio personagem de Vosloo chama-se Van Cleef!). Estes 3 elementos encontram-se com um contexto Mad Max e as regras desse mundo, sem lei, terreno fértil para foras da lei e justiceiros aventureiros. Somos transportados para este mundo nos primeiríssimos minutos, e isso é fantástico, e parece-me que temos de creditar Woo pela forma como concebeu esta entrada.

Depois, claro, Van Damme entra em cena e isto torna-se necessariamente mais um dos seus típicos filmes. Ainda assim, temos bons usos das ruas da cidade, e 2 outros cenários que levarei comigo: um é a casa de Douvee, e o seu aspecto ao mesmo tempo robusto e frágil, no meio do Louisiana. O outro é o palco final onde as cenas finais se passam. Este último cenário é sempre uma peça fundamental nestes filmes Bons-Maus. Normalmente é um cenário especialmente concebido, mas não necessariamente interessante. Este aqui é muito bom, com todos os adereços, todas as cores, todo o ambiente Nova Orleães transportado para um filme. Muito bom.

As cenas de acção em si são aborrecidas e vulgares, mesmo de acordo com o que já se fazia nesta altura.

A minha opinião: 4/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve