Made of Honor (2008)

“Made of Honor” (2008)

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sem disfarce

Estes filmes têm tudo que ver com a sua própria forma. Filmes de romance, comédias românticas, como queiram chamar-lhes.

Eu nunca procurei realmente a origem da fórmula como ela tem sido apresentada nos últimos, pelo menos, 20 anos. As suas raízes vêm certamente de antes disso e podemos descobrir algures onde tudo começou. Esta tendência de que falo faz as coisas acontecerem de forma linear, e desta forma: homem conhece mulher, eles apaixonam-se, e são felizes. Algo acontece e eles ficam separados e destroçados; algum desentendimento, alguma discussão. No final eles reencontram-se, depois de quase se perderem para sempre, e reafirmam o seu amor, quase sempre num local público (estádio, rua cheia de gente, igreja…). Este é o esqueleto básico, e sobre ele, os produtores normalmente fingem mudar alguma coisa, para que possam dizer que estão a fazer algo novo, enquanto nos dão rigorosamente aquilo que já foi feito milhares de vez antes e que é, na maioria dos casos, o que as pessoas querem ver.

Nos últimos anos, tivemos alguns filmes que, apesar de obedecerem mais ou menos à fórmula, fizeram experiências realmente interessantes sobre ela (O Amor Acontece e Across the Universe vêm à mente). Isso foi muito bom, porque começamos a ter uma pequena plataforma de experimentação construída em torno de um género tão quadrado, onde as audiências não admitem a menor surpresa. Por isso, o que choca neste filme, não é que seja totalmente formulaico, mas sim que nem sequer o tente disfarçar. Isto não é o esqueleto do género comédia romântica coberto com alguma pele inventada, isto É o esqueleto, como se fosse um vídeo educativo mostrado na “escola de comédias românticas” para ensinar aos estudantes os rudimentos do ofício.

Há um único desvio do esquema, que na verdade até podia ser bastante interessante: o homem e a mulher Não se apaixonam até quase ao final. Apesar de sabermos desde o início que eles estão destinados, eles não sabem, e vivem o seu amor como uma amizade pura até que ela encontra um amante (a forma como ela o conhece é tão ridícula que eles nem mostram a cena). Isto poderia ter sido bonito e carinhoso, mas o período de tempo entre que eles se conhecem até ela ficar noiva está comprimido nuns 10 minutos de filme.

Gozam com os escoceses aqui. Muito. Normalmente é um desporto nacional de antigas colónias gozar com os seus maiores colonizadores. Estranhamente, apesar de os ingleses serem gozados também pelos americanos, são os irlandeses, os escoceses e os franceses(!) os que levam com maior agressividade. isso é estranho. suponho que os ingleses fizeram bem o seu trabalho de lavagem cerebral.

A minha opinião: 1/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve