Phantom of the Paradise (1974)

“Phantom of the Paradise” (1974)

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In the court of King Williams

Criadores talentosos em contexto underground. É fantástico estar no mundo deles! É aí que os apanhamos no máximo da sus criatividade pura e descontrolada. não manipulada, selvagem. O resultado do que eles fazem nesses contextos dificilmente é o melhor que eles produzem, mas muitas vezes são essas as criações mais apaixonadas, e quase sempre indicam os elementos que eles vão dominar quando “crescerem”.

Aqui temos um filme que existe em 3 níveis (pelo menos os que interessam a mim):

– este é um filme dentro de um contexto social e cultural. O tipo de música que ouvimos aqui (não as múltiplas paródias, mas a música que é suposto ser “boa”) foi uma reacção aos anos 60, ou simplesmente o passo seguinte na evolução. Dentro do mesmo espírito underground que criou este filme, havia uma tendência crescente para extender e inventar formas que pudessem acomodar as fantasias dos novos músicos. É aquilo que conhecemos hoje como rock progressivo. Este filme inventou o caminho para que Tommy, Live at Pompei, ou mesmo o The Wall pudessem existir.

– Paul Williams, grande talento. Muito do que funciona neste filme é a visão dele, desde o ambiente até às próprias raízes da história. As paródias dele são fantásticas, mas o material “verdadeiro” é suficientemente bom. Gostei de o conhecer melhor, e É engraçado que ele represente o tipo que rouba a sua própria música.

– de Palma, que era o meu principal motivo de interesse ao vir a este filme. A verdade é que eu não sabia muito bem o que esperar, e acabei por apreciar bastante mais os outros níveis do que este do realizador. Aparentemente, a esta altura ele tinha claro o que queria explorar, mas estava longe de dominar algum dos seus enormes talentos visuais, ou então este filme foi um trabalho tão colectivo que ele simplesmente não foi capaz de fazer a sua afirmação pessoal nele. Seja como for, temos aqui provavelmente o primeiro split screen da carreira dele (não tenho a certeza), algo que ele usaria toda a sua carreira com resultados incríveis. Para lá disso, não temos ainda o olho mágico da câmara dele.

A história interessa apenas pelo facto de termos uma batalha entre a criatividade e a sede de dinheiro, algo que todas as pessoas envolvidas aqui deveriam conhecer bastante bem nesses dias.

Jennifer Harper tem uma cara bonita, e ilumina o cenário quando canta.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve