Arquivo de Abril, 2010

O Mistério da Estrada de Sintra (2007)

“O Mistério da Estrada de Sintra” (2007)

IMDb

sífilis

Comecemos com o livro. Nunca foi suposto aparecer como um livro, antes deveria ser seguido como uma sucessão de eventos ridículos, semana a semana (o filme deixa isso bem claro). Dentro dessa intenção específico, suponho que foi um sucesso, com um efeito “guerra dos mundos”, atirado para o meio das águas paradas da burguesia romântica na Lisboa de oitocentos. Funcionou porque se dirigia directamente à disputa intelectual entre o grupo progressista de Eça e a elite romântica mais velha. E funcionou porque se alimentava do desejo de escândalo dos endinheirados decadentes.

Mas reunido como um livro, arrasta-se. A escrita é muito menos lúcida do que praticamente qualquer coisa de ambos os autores, provavelmente porque os textos foram produzidos a um ritmo jornalístico. A história está mal equilibrada, apesar de eu não ter sentido que houvesse uma divergência entre os autores como o filme explora. Seja como for, qualquer coisa de Eça ou Ramalho é melhor do que este livro. Mas nós consideramo-lo pela história que o rodeia.

Depois temos este filme. Tal como o realizador/co-argumentista refere, não é a história do livro, é a história da história do livro. Livro/filme, dentro do filme. É interessante como princípio, e parece-me que este “mistério…” não poderia ter sido feito sem levar em consideração o enquadramento mais alargado do livro no seu contexto. Tem muita piada dentro desse contexto, mas é inútil sem ele. Por isso, o ponto de partida do filme é lúcido e interessante.

Mas depois, demasiadas liberdades são tomadas na adaptação, e quase nenhuma joga a favor de fazer a “história da história” mais adaptada às imaginações visuais modernas. Em muitos casos são simplesmente inúteis. A estratégia é realçar a relação pessoal entre Eça e Ramalho e transformá-la no combustível para a evolução da história. E isso é simplesmente telenovelesco. E a história dentro, que na verdade É uma telenovela nas suas intenções originais é levada tão a sério no filme que não conseguimos relaxar e rir-nos com ela como era suposto. Por isso o que começou como uma exploração inteligente de uma experiência portuguesa única, acaba por ser uma trapalhada total. Parece-me que o falhanço de tantas produções como esta devem-se a uma falta de auto-confiança das pessoas envolvidas. Porque não acreditam que o material usado é suficientemente bom para se segurar sozinho, eles desfiguram o próprio produto para que se torne mais “apelativo” para as “audiências”. Bem, estes filmes normalmente acabam por ser uma piada de si mesmos, tal como o livro aqui era uma piada sobre os românticos. E havia pistas muito interessantes na história sobre uma multiplicação de pontos de vista: basicamente havia vários personagens que agora sabemos serem fictícios a contarem uma versão, ou uma área diferente da história. isto seria material muito poderoso para um filme, nas mãos certas.

Para além disso, outro problema é a forma como produções como esta, em Portugal, são incrivelmente seccionadas em várias peças sem que uma única mente, ou grupo pequeno de pessoas, controle tudo. Nos extras do dvd, há um momento em que alguém comenta que recebia ficheiros pela internet com a banda sonora para tentar colar ao filme! Uma escala tão pequena de produção e não há um encontro pessoal para garantir que as coisas corram bem. James Cameron conseguiu dar-nos uma visão relativamente unificada numa produção que se espalhou por dezenas de países, e envolveu inúmeras pessoas que não se conheciam, mas aqui não o conseguiram fazer com um filme de baixo orçamento. E claro que isso afecta directamente o resultado. Por isso temos vários actores deslocados e, entre eles, a condessa é o caso mais insultuoso. É uma figura de cera, amorfa, até muda (é dobrada para que não ouçamos o sotaque brasileiro numa condessa portuguesa). Suponho que também é por isso que transformaram a Carmen numa cubana (?), ela que na história é uma Carmen de Bizet.

Ivo Canelas não tem demasiado talento, mas é apaixonado. Por isso merecia uma orientação melhor, por alguém que realmente soubesse como. Ele precisa de deixar aquela treta metódica toda, e começar a ser mais sincero. Esse é o método. Mas provavelmente para o fazer ele precisaria algo que nem Paixão da Costa nem Vasconcelos conseguem fazer. Orientação.

A minha opinião: 3/5

Este comentário no IMDb

Anúncios

Brief Encounter (1945)

“Brief Encounter” (1945)

IMDb

dois mundos

da forma como o vejo agora, este filme parece construído com um conjunto de descontextualizações, e a forma como lidamos com elas.

estamos em 1945, mas o canon usado ainda é pré-Kane, pré-guerra. Pela forma como o filme trata o amor e as suas impossibilidades, pertence ao grupo de Casablanca, e o que havia antes. O mundo, e os britânicos, estavam a reinventar-se, depois da guerra, e este mundo, o de ter de escolher entre as paixões ou as convenções, terminaria em breve. Mas a peça é de 1937, e foi mantida basicamente igual naquilo que mostra. Por isto este filme é tanto uma peça entre mundos, entre concepções de amor, cinema e convenções sociais, como Rachmaninov é uma mente Romântica que vive num mundo moderno.

Para mim isto é uma tragédia em roupagens de romance, mas como filme é já datado. não me interpretem mal, isso não é necessariamente mau. Simplesmente inventaram entretanto novos códigos, novas (ou diferentes) exigências foram injectadas nas audiências. Para a nossa forma moderna de ver, este filme é demasiado encenado, a actuação é demasiado ultrapassada. Mas também temos uma grande interpretação feminina de Celia Johnson, e isso é sem dúvida um ponto forte, porque o filme depende imenso de nós entrarmos no mundo pelos olhos de Laura. E entramos, pelo menos eu.

Mas Lean viria a tornar-se um grande realizador. Não teria imaginado até onde ele podia chegar se tivesse visto este filme quando era novo. Ele confia na herança de velhos dias, do expressionismo, e outras mais recentes, de Toland/Welles e as suas experiências então recentes com composição e iluminação. O cinematógrafo deste viria a filmar O Terceiro Homem, e isso já nos diz algo. Ainda assim, e considerando Rachmaninov e Lean, penso que estes dois se espelham na forma como o seu trabalho, no melhor, constrói imagens, extremamente exageradas, mas incrivelmente puras e poderosas. Paisagens. O que Lean viria a dar-nos, a sua Arábia, a sua grande visão que opõe o deserto à intimidade, não está sequer apontada. Não aqui, onde ele ainda vive num mundo de intimidades, de sentimentos reprimidos, de visões não alcançadas, como as imagens de Paris e Veneza que Laura imagina sem alguma vez concretizar. Aqui, neste filme, é a visão de Coward que ultrapassa todas as outras, é com isso que ficamos: a crítica da hipocrisia, o contraste com as seduções naturais e puras das classes mais “baixas”, a indicação velada de homossexualidade no personagem de Stephen.

O que ficará comigo é o fumo e o cheiro, e o café da estação. Este é um filme sobre comboios, que passam uns pelos outros, que se cruzam, nunca acabam, vidas aleatórias submetidas a uma moral inútil e a um mundo desactualizado, que já não existe. desadequação. memórias.

A minha opinião: 3/5

Este comentário no IMDb

Agora (2009)

“Agora” (2009)

IMDb

metáforas, distâncias, elipses

O melhor deste filme é a própria escolha da história e do contexto. A mudança de mentalidades que aqui se apresenta e os eventos tumultuosos, com ou sem rigor histórico, servem como exemplo do que estava a acontecer. Basicamente o final de uma era, que significou a colocação da religião no cerne do poder político, social e cultural da sociedade. Por isso é bastante adequado que eles tenham desenvolvido a história em torno da ideia de cristãos que, dominam judeus e pagãos, sim, mas mais que isso, forçam Orestes (a “velha escola”) a jogar o novo jogo político, e apagarem Hipácia, a “última” pensadora livre (e mulher!).

Os espectadores que se interessam pela “verdade” histórica, seja isso o que for, deveriam considerar algumas coisas: não há suficientes factos comprovados para que possamos fazer uma descrição factual dos eventos e neste filme, especificamente, não deveríamos tomar as coisas pelo seu valor absoluto, mas considerá-las metáforas de algo. Os personagens representam alguma coisa no seu contexto. Tudo é uma metáfora, incluindo a destruição física da biblioteca. Biblioteca, a palavra, era usada para referenciar os livros, o conhecimento, não o espaço físico (que aliás não sabemos exactamente quando foi destruído se é que alguma vez houve apenas um edifício); e sem dúvida que isto é compreendido pelos escritores, que no entanto usam a ideia de um edifício ser destruído, mas apenas como metáfora. Esse edifício, que é relativamente interessante [1] (ainda que virtual) torna-se a peça central da metáfora, e a coisa mais rica na construção do filme, pela forma como joga com a ideia de distâncias. É tão simples como isto: primeiro, temos a “escola grega” que controla a biblioteca, e todos os outros estão fora. Depois os cristãos tomam o poder, expulsam os gregos e transformam a “biblioteca” em algo parecido com uma igreja. Os pensadores gregos restantes vão para a periferia da cidade. E o Ágora, centro da discussão social, torna-se o centro dos tumultos. Quem ganha a biblioteca, ganha o controle, mas o que decide essa posse é o que acontece no Ágora. E Hipácia acaba por seguir a sua pesquisa fora da cidade, uma marginal na nova ordem.

Há um certo interesse visual na recreação dos eventos, mas parece-me que havia muito mais intenções a este respeito por parte de Amenabar no que toca ao uso da câmara do que aquilo que a tecnologia lhe permitiu fazer. Os movimentos parecem mais mecânicos do que o que ele provavelmente quereria, porque ele não foi capaz de prever o mundo espacial tanto como queria.

E depois temos Hipácia, e o interessante sobre ela é a forma como temos nela algo comum nessa altura, ou seja, o uso da ciência, lógica, e matemática como um caminho para Deus, para a compreensão do universo. Na verdade esta atitude resistiu na idade média ocidental, disfarçada com vários nomes (gnosticismo, alquimia, esoterismo…). Esta mudança, física ou metafórica, para uma religião política foi certamente um dos maiores retrocessos na cultura ocidental.

[1] – O edifício tem uma abertura circular na cobertura e o efeito é uma versão aguada de um dos nossos melhores edifícios, o Panteão de Roma.

A minha opinião: 3/5

Este comentário no IMDb

The Ghost Writer (2010)

“The Ghost Writer” (2010)

IMDb

pequenos espaços

Este filme é uma visão tão clara do seu criador, e tão reconhecível na sua forma, e família de histórias, que se torna automaticamente uma pérola.

Polansky sempre foi um realizador de pequenos espaços, de uma certa claustrofobia induzida, ainda que sempre controlada pelo realizador, que leva sempre o nosso fôlego nas suas mãos. contrastes. espaços abertos vs quartos apertados. claustrofobia nos dois tipos de espaços. A praia que vemos da janela da casa oposta à prisão disfarçada em que o personagem de Ewan trabalha (numa ilha!). Isto sempre foi um terreno fértil para este realizador. Por isso é que o primeiro filme dele foi filmado num barco, onde as limitações espaciais deste contrastavam com a vastidão do mar. Considerando esses filmes em que ele exibe este tipo de oposição, este aqui junta-se a Bitter Moon, Death and the Maiden, ou a Faca na água. É dessa família. Já agora, a casa neste filme é interessante como arquitectura, pela forma como enquadra a paisagem (uma vez mais oposição aberto/fechado) e, como costume com Polansky, isso é bastante bem usado.

Mas realmente, o poder dos filmes dele vem do seu ponto de vista. Se este termo não tivesse outros significados dentro do vocabulário técnico do cinema, eu diria que a câmara dele é sempre subjectiva. Cada plano em qualquer dos seus filmes parece nascer de um ponto de vista específico, de alguém que nem está no filme, nem entre nós, nem no meio. Vem de fora, e de cima, uma espécie de deus que observa tanto o mundo do filme como para nós, espectadores. Num filme de Polanski, o espectador está tão inseguro e desprotegido como qualquer outro personagem. Isso torna qualquer coisa que ele faça um filme noir natural. Mesmo quando a história não se dirige directamente às características do noir, o filme torna-se visualmente noir, no olho de Polanski.

Neste caso, a história ajuda. É uma narrativa interessante que fala de um peão, um manipulador enorme, e o “detective” que luta para descobrir tudo. *spoilers* Casualmente (ou não), a escolha de actores é bastante adequada aqui, já que Mcgreggor é um dos actores mais inteligentes de hoje, e por isso compreendeu a sua colocação na narrativa (tal como sempre faz), e Brosnan é tão convencido que é manipulado pelo realizador tanto como o seu personagem é manipulado no filme. Por isso o que temos é um Mcguffin, que lida com um tema de corrupção política, que nos leva à ambiguidade, que partilhamos com Ewan (noir) e que nos faz não confiar em ninguém. No final é-nos dado uma reviravolta previsível, mas tudo tem a ver com a forma como somos manipulados antes. A solução dos “inícios” é um truque bastante espalhafatoso, mas ainda assim é um final competente e, afinal, não há muitas formas novas de acabar uma história destas pois não? E Olivia Williams é uma mulher interessante no ecran, e por isso credibiliza o truque. Esperemos que Polanski, dentro ou fora da sua prisão (como a casa neste filme) ainda possa dar-nos mais algumas pérolas.

Este é o primeiro que vi lançado em 2010. Que grande forma de começar uma década de filmes!

A minha opinião: 4/5

Este comentário no IMDb

The 82nd Annual Academy Awards (2010)

“The 82nd Annual Academy Awards” (2010)

IMDb

afinar

O mundo mudou. E também mudaram as pessoas (especialmente as pessoas). Não sendo americano, eu nunca partilhei o momento familiar de ver uma cerimónia dos Oscars. Suponho que isso devia ter um impacto simbólico na vida dos americanos, pelo menos até há uns 20 anos.

Hoje não. Por outras palavras, as pessoas ainda valorizam os prémios. Os Oscars ainda são, como Fellini diria, o prémio mais alto na mitologia do cinema. As pessoas interessam-se pelo prémio, porque está investido de uma aura de proporções míticas. É espectáculo, e em Hollywood sempre souberam muito sobre isso, muito sobre ilusão. Mas hoje os Oscars-prémios, são uma coisa totalmente separada dos Oscars-cerimónia. Os primeiros ainda importam, apesar da sua tão celebrada injustiça, as tão faladas influências da política, a sua tão famosa consideração de que maior é melhor e que correr poucos riscos em filmes equivale a um entretenimento maior e maiores receitas de bilheteira. Foi isso que retirou Citizen Kane ou Taxi Driver do prémio. Mas o que se passa é que o Oscar ainda está gravado na inconsciência dos adeptos de filmes. Mas não a cerimónia. Essa torna-se pálida, cada vez mais. A televisão já não consegue ser o único catalizador de audiências, simplesmente isso já não é possível, e a própria ideia da gala, a festa onde os famosos se reunem, com vestidos bonitos e sorrisos falsos, e entregam e recebem prémios, simplesmente já não é apelativa. Não como costumava ser. Por isso, num certo sentido, estes espectáculos Oscars na tv já não funcionam hoje pelo mesmo motivo que, por exemplo, as peças elizabetinas já não funcionam: as nossas mentes simplesmente já não afinam pelo que essas coisas têm para nos oferecer, já não. Já não assumimos imediatamente que um par de tipos a contar umas piadas em frente de muitos famosos é divertido. Por isso, A Não ser que o programa seja excepcionalmente bem concebido, nós já não nos ligamos a ele. Pelo mesmo motivo hoje só nos interessam as melhores peças elizabetinas, não as outras. As médias e as más eram entretenimento nessa altura, mas hoje simplesmente não o são. É o que se passa com esta cerimónia.

Esta Não foi excepcionalmente bem feita, na verdade foi bastante pobre. Por isso não afinei por ela. E retirar as homenagens aos “velhos” ainda vivos, como Gordon Willis, foi um erro. Isso era do melhor.

A minha opinião: 2/5

Este comentário no IMDb

Elles (1997)

“Elles” (1997)

IMDb

performance e ritmo

Não sei quanto deste filme foi feito com consciência e quanto aconteceu nas costas do realizador. De outras experiências que já tive com filmes dele, nunca vi nada que me fizesse acreditar que eu poderia ver algo tão inteligente e sensível como o que temos neste filme. Mas é verdade que este filme é uma boa experiência, uma peça a qual foi dada espaço para respirar ao ritmo das actuações femininas.

O casting das 5 actrizes principais é a primeira grande coisa aqui. Todas elas estão associadas a um certo contexto cultural (europeu), e no mundo do filme, cada uma surge associada a esse tipo de personagem. Isso é usado na forma como o filme foi escrito, e parece-me que cada papel tinha em mente cada uma das senhoras que vemos. Para cada papel poderia haver 1 ou 2 outras actrizes aceitáveis, mas não mais.

A segunda coisa boa é a forma como é dada liberdade nas formas de actuação. Cada mulher domina as suas cenas, e submete os outros personagens (masculinos) ao seu próprio fôlego, ao seu ritmo e estilo de actuação, tanto como o personagem de Maura submete Joaquim de Almeida ao estilo de vida dela. A história joga com isto, já que todas estas mulheres são, ou tentam ser, senhoras da sua própria vida. Por isso há uma sobreposição desta vontade de viverem vidas livres às actuações segundo estilos diferentes, que correm livremente. Isto não foi, creio, intencional, mas sem dúvida que funciona.

Outra grande coisa, que prova o parágrafo acima, são as cenas em que várias destas mulheres actuam juntas e, notavelmente, aquela em que as 5, e só elas, actuam juntas na casa de Maura, e até fazem um filme juntas! Apreciei a auto-referência disto. Estas cenas, especialmente essa na casa de Maura, são fantásticas porque aparecem na tradição de Lumet ou Altman, de capturar o fôlego da performance de cada actriz. É-lhes permitido respirar e cada performance aparece contra as outras, por isso a riqueza da cena é a comparação que podemos fazer entre elas.

Eu diria que o ambiente geral pretendido para o filme está totalmente baseado no mundo de Almodóvar, daí a ligação Carmen Maura. Isto seria intencional, creio, e era um objectivo forte do realizador. Mas ele falhou aí, e ainda bem, porque se ele tivesse insistido demasiado nesse aspecto, ele poderia ter apagado o resto das coisas boas não intencionais. Mas a escrita é muito boa, auto-consciente e suporta totalmente as actrizes. Por isso temos dois mecanismos de escrita que enfocam a natureza teatral do filme:-uma das personagens é ela mesma uma actriz, por isso está a representar um actor. As actuações dela são pontos vitais para dois desenvolvimentos dramáticos no filme (a filha dela a vê-la ter sexo em palco e o ciúme dela pela amiga). -Carmen Maura filma as suas amigas a fazerem confissões para a câmara. Por isso elas são enquadradas ostensivamente, e colocadas a falar directamente para a câmara, ou seja, para nós. Muito bom truque.

Lisboa é apenas um postal aqui.

A minha opinião: 4/5, deviam ver este.

Este comentário no IMDb


Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve