Cobra (1986)

“Cobra” (1986)

IMDb

dureza aborrecida

Tenho consumido uma quantidade razoável de acção, porque estou interessado em seguir as tendências. Este tipo específico de filme, o do tipo duro, esteve muito presente na minha infância e, para o bom e para o mau, é uma boa parte das minhas memórias cinematográficas mais antigas. Bem, não escolhemos o que chega até nós, quando somos tão novos.

Dentro dessa tendência, este Cobra poderá bem ser o cliché mais claro que temos. Isso porque este filme tem tudo que ver com todos os outros filmes de acção com aqueles jarrões, como Stallone. É como se tivesse sido escrito por dois tipos que estiveram a ver todos os filmes anteriores de Sly, mais os dos Seagal, mais os do Chuck Norris… vamos pensar como um adolescente: a justiça está podre, a não ser que alguém, Cobra, O Homem, a coloque nas próprias mãos; “this is where justice ends, and i begin…” o tipo é implacável, mas moralmente superior, ignora as regras, apenas para fazer o mais justo, e proteger os oprimidos. O mau é um pulha total, fisicamente ameaçador. Ah, e tem uma equipa de motoqueiros, uma espécie de versão aguada do The wild one. A luta final é mano a mano, entre o polícia e o mau, uma espécie de Boss no final de cada nível em jogos de computador. O cenário ameaçador, cheio de elementos perigosos, neste caso uma fundição. A uma certa altura, temos uma fuga em par, em que o herói tem de proteger uma mulher, primeiro são estranhos, logo se apaixonam, assim revelando a faceta mais humana no meio da dureza do herói. A mulher existe tanto como objecto para ser apreciado pelas audiências masculinas e como garantia que essas audiências vão apreciar o herói como um sujeito (ídolo) desejável. Pronto, é isso.

Isto é consumível, e eventualmente cumpria o que se pretendia, que era encher espaço. Mas não há muito mais aqui. A esta altura já Stallone era um tipo aprisionado pelo seu próprio personagem, e que queria sair (como ele várias vezes assumiu) sem o conseguir. As lutas e sequências de acção são aborrecidas hoje, e já havia muito melhor mesmo nessa altura.

Há o interesse de vermos como Stallone e a então sedutora Brigitte Nielsen actuavam juntos. Eles eram casados, e suponho que apaixonados. Há uma tensão positiva na forma como eles se encaram, notável na cena do quarto que antecede a sequência final.

A minha opinião: 2/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve