X (1963)

“X” (1963)

x ray man

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caleidoscópio

Parece-me que houve uma tentativa válida e honesta neste filme, de fazer algo eminentemente visual. A história tem a ver literalmente e unicamente com visão, é sobre o que as pessoas vêm, o que poderiam ver, e como isso afectará o seu mundo. Assim, temos o Frankenstein e o monstro no mesmo corpo, um médico obcecado com ver sob a superfície. A metáfora é bastante clara e básica, mas apesar disso é tolerável: aquele que quer ver tudo acaba por ver nada. Toda a luz é equivalente a nenhuma.

O problema, provavelmente, é a distância enorme entre as ideias dos escritores e a solução visual encontrada pelos realizadores. Eu sei que este filme tem um baixo orçamento, feito pelo mestre disso, mas também me parece que o dinheiro, ou a falta dele, dificilmente pode tornar-se a desculpa para tentativas desinteressantes de fazer um filme visual. Não é a pobreza de um cenário ou a fotografia básica que desviam os bons realizadores de tentar coisas interessantes. Para lá disso, este filme não é assim tão barato. Mas o problema é que os planos são concebidos de forma banal, muito ortodoxos, feitos para cumprir calendário e não para tentar ser imaginativo.

No entanto há aqui uma tentativa interessante, ainda que falhada. Suponho que, porque isto foi feito nos anos 60, o rock progressivo era apelativo para a juventude, o alvo maior deste filme, há uma tentativa de colocar o raio x de Milland como uma ilusão psicadélica. Por isso todos os planos “ponto de vista” são vistos como uma decomposição abstracta da realidade em cores, com um efeito adicional de caleidoscópio. Os momentos em que esses pedaços são inseridos são feitos como partes delirantes de Xavier. Não me parece que seja suficientemente interessante para eu dar mais atenção a este filme, mas apreciei o esforço, é o melhor que temos aqui.

Visão e transcendência. Ciência e religião. Neste caso, eu não me importaria com essa ligação, é inconsequente aqui.

Apreciei os pedaços cómicos, quando Xavier vê as pessoas nuas a dançar. Funcionaria de forma perfeita se pudessem mostrar tudo, não apenas os pedaços inúteis como aqui, mas tudo bem.

A minha opinião: 2/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve