“Alfred Hitchcock Presents: The Case of Mr. Pelham (#1.10)” (1955)

“Alfred Hitchcock Presents: The Case of Mr. Pelham (#1.10)” (1955)

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IMDb

género: desconfortável

Ando-me a alimentar destas pequenas aventuras. Mesmo que já tivesse obviamente ouvido falar desta série, nunca a tinha tentado. Para já vi uma meia dúzia de episódios, e por casualidade vários deles realizadores por Hitchcock. Este é um deles. Depois de ter visto estes episódios, considero que eles merecem comentários individuais, apesar de me parecer razoável considerá-los parte de uma “série”. Ou seja, bem para lá do genérico imortal, o esquisso do Hitchcock que Alfred, ele mesmo, desenhou, e a neste momento inseparável banda sonora, há algo em cada episódio (pelo menos os que vi até agora) que os une. Ainda não sou capaz de dizer rigorosamente o que é, mas aparentemente e em geral, cada episódio tenta brincar com as noções básicas do género mistério (a casa cinematográfica de Hitch), misturado com o nonsense e o bizarro. Não assume demasiado estes dois últimos, não tanto como Twilight, mas parece-me que têm maior interesse visual do que os de Twilight, ou não fosse o patrono desta série Hitchcock. De qualquer forma, os episódios são desiguais, e bastante diferentes na sua concepção, diferentes escritores, diferentes realizadores, diferentes actores. Por isso vejo-os como curtas, parte de um universo maior onde elas existem juntas.

Este Mr Pelham é um exemplo muito bom e equilibrado dos diferentes géneros que eles usam. Talvez por isso começo os meus comentários aqui. A direcção de Hitch é bastante discreta. É competente, claro, totalmente destacada de quaisquer valores televisivos banais – que aliás, há 50 anos provavelmente não existiam tão enraizados nas mentes das pessoas como hoje – mas à excepção de alguns planos movimento, perfeitamente executados, o trabalho de câmara é normal. Esses planos movimento são na verdade notáveis, por isso reparem neles, normalmente começam as cenas, com um certo enquadramento, que indica um certo ambiente, e esse enquadramento é corrigido através do movimento da câmara para nos fazer encontrar algo que interessa, como quando Ewell entra pela primeira vez no clube, a câmara ajusta a nossa atenção para Ewell, e põe-nos na acção. A subtileza é notável.

Mas o interesse está na narrativa, a própria história. Tenho a sensação que a ideia aqui era enganar-nos e fazer-nos acreditar que estávamos a ver um caso de polícia, um usurpar de identidades, apenas para nos deixar cair na estranheza absurda do inexplicável. No final, não sabemos o que é que vimos, e podemos vir a não confiar no que vemos. Quem era o Pelham real? Quem era o Hitchcock real, no final? Como se isto fosse uma espécie de “being malkovich” curto.

Funciona, não é fascinante para lá da piada de sentir o ambiente, mas é bom. Ewell… não sei como é que ele conseguiu ser o homem a espreitar por baixo da saia de Monroe. A actuação dele é tão ruidosa e denunciada que dói. As intervenções de Hitch são impagáveis.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve