“House M.D.: Broken (#6.1)” (2009)

“House M.D.: Broken (#6.1)” (2009)

house

IMDb

sobre o ninho da TV

Isto é um desvio agradável do caminho linear, bem conhecido, e imutável da série de tv e do seu personagem principal. Este é o problema de séries que desenvolvem os mesmos personagens ao longo de um número enorme de episódios: eles não podem realmente “desenvolver” personagens, têm de dar-nos a sensação de que os personagens estão a mudar, de que os personagens têm um arco de evolução, mas não podem retirar-lhes determinadas características fundamentais, que fazem as audiências apreciar a série em primeiro lugar. Por isso este tipo, House, terá sempre de ser brilhante, azedo, antipático, no entanto com “bom coração” e atractivo. Vamos lá ver, quantas possibilidades temos com estas características? Eles encontraram uma fórmula, tal como a maioria das séries o faz, algo assim: cada episódio apresenta um caso médico raro, House e a sua equipa têm de encontrar a solução, enquanto resolvem as suas vidas, individuais e colectivas. Depois de 4 épocas e meia, eles pensaram que isso já não chegava, por isso começaram a pôr os mistérios médicos no próprio House, eventualmente levando-o ao colapso onde o encontramos no princípio desta 6ª época. Por isso, este episódio (duplo) é como abrir uma janela e deixar ar fresco entrar. Temos o House, e na verdade até temos algum desenvolvimento (muito) básico de personagens. Para fazer isso, somos totalmente retirados do ambiente habitual das épocas anteriores. Por isso, isto é como um telefilme centrado num personagem que já conhecemos. Podemos vê-lo com um grau de autonomia que nenhum outro episódio tem. Este episódio (quase) se aguenta sozinho. Suponho que é suposto ser assim, e por isso é que eles puseram aqui Franka Potente, uma actriz de cinema real, num papel principal, para tornar a peça credível como unidade autónoma. Eles concebem um conjunto de tipos loucos, banais mas credíveis, e assim seguem a fórmula “voando sobre um ninho de cucos”.

Para este episódio duplo, simplesmente, eles elevaram os valores de produção, e deram um cuidado especial à fotografia e iluminação, e em alguns momentos o enquadramento. Isto confirma a minha ideia. Mas o problema é que Katie Jacobs não é uma realizadora real, ela enquadra e edita tudo com a mesma mundanidade das séries, que funcionam como linhas de produção, não como arte real. Este “filme” é inútil como filme, apesar do esforço. E apesar de Hugh Laurie ser credível e ter a simpatia do público, o seu personagem é um personagem de tv, nascido para a tv. Transpor o House para o cinema é tão curiosamente estranho como vermos um médico viciado em drogas e genial no num manicómio.

A minha opinião: 3/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve