I Am Legend (2007)

“I Am Legend” (2007)

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IMDb

Wayne + Harry Potter

Confesso que tinha algumas expectativas em relação a este. Não vi os filmes antigos que supostamente este referencia, mas apesar disso tenho grande simpatia por filmes contidos no espaço e nos personagens. Este tinha um bom princípio: Nova Iorque, totalmente abandonada, recuperada pela Natureza depois do colapso da humanidade, e usada apenas por um homem! As possibilidades visuais são fantásticas, e o arco dramático também, apesar de aqui o sucesso depender em grande medida do que o actor fizesse. Will Smith é um artesão, não um artista, e o que se pode fazer com um personagem assim está fora do campeonato dele. Também estava fora do campeonato de Tom Hanks, e mesmo Nicholson apenas se aproximou de fazê-lo bem.

Admito, o resultado visual satisfaz, eles resistiram à tentação de exagerar nos efeitos especiais e criar uma cidade mais selvagem do que deveria. Alguns pedaços de cidade foram realmente bem imaginados. Mas eles podiam apenas ter feito isso, mostrar-nos uma exposição, não precisavam de envolver a cidade com o enredo miserável, história, etc…

O maior problema é o absurdo de um personagem meio louco, que começa sozinho e termina como o herói de toda a humanidade. No caminho ele (1) descobre a cura para o vírus, sozinho! e (2) salva fisicamente a sua descoberta para que a humanidade restante possa continuar a viver e aprenda com o seu exemplo. Que herói! Ele sofre, ele sobrevive, ele tem moral, ele é cientista, ele é um mártir. Eu acho que isto podia soar exagerado se fosse colocado num western pre-Leone, mas aqui, agora, chega a doer. É um tipo de discurso directo que eu posso aturar em filmes antigos que tenham outras qualidades, mas que não suporto aqui.

Por isso o virus não mata apenas, em alguns casos transforma os humanos em vampiros, para que possamos ter a cidade vazia durante o dia, enquanto a noite nos dá caras assustadoras e desafios físicos para Smith, assim como explosões. Demasiado forçado, demasiado desfocado.

Os sons que Mike Patton faz para os vampiros são curiosos (li algures que ele criou os sons).

A minha opinião: 1/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve