He’s Just Not That Into You (2009)

“He’s Just Not That Into You” (2009)

not into you

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caminhos preenchidos

Transversalmente a comédias populares de largas audiências (O Amor Acontece), a trabalho sério e comercial (como Babel), ou a filmes de autor (Almodóvar), tem havido uma tendência crescente para investir o mundo dos filmes com uma certa ideia de ligações finas entre pessoas que ultrapassa a própria compreensão delas. A ideia de que estamos todos ligados com graus maiores ou menores de intensidade a muitas pessoas que não conhecemos. Em vez de termos qualquer tipo de Deus sobre nós que nos controla e decide o nosso destino, a divindade neste mundo é a coincidência. Acções casuais e imprevisíveis guiam as nossas vidas, como Johanson ganhar o prémio do supermercado porque outra pessoa lhe deu a vez. O resultado narrativo destas construções é que nos torna a nós, audiências, os cartógrafos de territórios desconhecidos, já que sempre detectamos quando alguma nova ligação é revelada (muitas vezes coisas queos próprios personagens desconhecem). É uma estratégia rica e cheia de possibilidades.

Gosto do molde, gosto da estratégia, porque permite uma infinidade de situações dramáticas, e bem dominada pode tornar-se uma espécie de neo-neo-noir (já aconteceu), onde avançamos um pouco na tentativa de atirar personagens para situações impensáveis. Dessa perspectiva, a da construção narrativa, este filme não é um exemplo especialmente interessante. Todas as ligações existem para justificar a presença de tantos personagens diferentes, sem que isso signifique que eles venham a ser confrontados, mais tarde, com essas ligações que nós conhecemos. Em vez disso, funciona aqui como uma forma de nos acenar com diferentes histórias, que não têm necessariamente de estar ligadas ou de haver essa possibilidade. É como uma exposição de relações ou, neste caso, de métodos de sedução.

A história em si é sobre vidas vazias, que procuram o preenchimento emocional, aqui simbolizado pelo ter um namorado/a. O exemplo paradigmático é a vida da rapariga que narra a história, discutivelmente a que está mais perdida, e certamente a que mais desesperadamente busca a “outra metade”. Todos os casos são distintos na forma como os personagens os enfrentam, e na sua conclusão, desde a narradora que tem o romance hollywoodesco que vende pipocas, até Johanson, que voluntariamente decide ficar sozinha.

É pálido e não particularmente interessante, mas gostei da coerência entre as não tão interessantes vidas que se contam.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve