Valkyrie (2008)

“Valkyrie” (2008)

valquíria

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ilustrações

Não encontrei aqui nada de que não estivesse à espera, e nada do que eu esperava encontrar estava ausente. Isto é uma má premissa para comentarmos um filme. O que se passa é que não espero muito de Bryan Singer. Sim, ele deu-nos “os suspeitos do costume” que tinha algum interesse narrativo na forma como os flashbacks eram usados e na forma como redefenimos tudo o que vimos com a reviravolta final. Mas mesmo aí a direcção era de estilo, o que significa que ele prefere o efeito ao significado, a aparência à profundidade. Mas claramente ele é um daqueles tipos que se deixam levar pelo seu entusiasmo imenso, mas que depois não tem inteligência para submeter a suas emoções a uma estrutura coerente. Como ele pensam muitos espectadores, especialmente aqueles que se arrebanham para ver um filme como este. Daí termos um sucesso de bilheteira.

Mas se quiserem ir um pouco mais longe, não vão encontrar muita coisa com interesse no filme. O que interessa aqui é a história em si. O que estes tipos tentaram fazer foi grande, não pelo acto em si (certamente muitos alemães queriam fazer o mesmo se pudessem) mas porque eles eram alemães privilegiados, que poderiam ter simplesmente jogado o jogo Nazi. Claro que o fim da guerra estava perto e eles sentiam isso, por isso matar Hitler era também uma forma de proteger o futuro daqueles que o rodeavam. Em todo o caso, foi uma tentativa corajosa. Mas isso pode ser contado por um simples documentário como o que temos nos extras do DVD. O filme é uma mera ilustração dos eventos. É como aquelas encenações de eventos históricos dos documentários do canal História, com um orçamento (muito) maior. Mas tirando isso é totalmente inútil, a não ser por um reduzido valor de entretenimento.

Bem, os escritores tentaram construir uma tensão ao não nos permitir saber e verificar como estava Hitler depois da explosão. Essa tensão está relativamente bem feita, porque elege um narrador, e faz-nos viver as vidas dos dissidentes. Mas a verdade é que já sabíamos o que tinha acontecido, logo até isso falha.

Depois da incrível participação de Cruise en Tropic Thunder, eu esperava que ele continuasse a redimir a carreira, mas aqui ele volta à rotina habitual. Pena.

Se procuram cenários “realistas” e boas ilustrações, creio que este filme cumpre perfeitamente. Se não, creio que podem saltá-lo.

A minha opinião: 2/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve