Lady and the Tramp (1955)

“Lady and the Tramp” (1955) (A dama e o vagabundo)

lady and tramp

IMDb

doce pó

Um filme com a história de relação com a audiência em geral que este desliga-se das regras que normalmente respeito ao comentar filmes. Quando escrevo, nunco pretendo fazer o que se possa chamar uma “crítica”. Em vez disso, tento isolar e apontar algumas poucas notas sobre coisas que fizeram o filme nos meus olhos, na minha mente, nas minhas emoções. Escrever ajuda-me a compreender, e essa compreensão melhora o meu visionamento. Assim torno-me (espero) um melhor espectador. Baseio as minhas opiniões nos filmes em si, só comento sobre o que vejo.

Porque menciono isto? Porque agora mesmo estou a comentar um filme que neste momento é mais uma memória colectiva que um filme em si mesmo. Revê-lo fez-me compreender que já não nos lembramos e falamos da Dama e o Vagabundo, falamos do que a nossa memória nos diz. No que diz respeito aos filmes de animação, eu pertenço a uma das últimas gerações para quem um certo número de filmes (muitos da Disney) pairavam sobre as nossas cabeças como o estereótipo de valores morais e de representação cinematográfica. O que significa isto? Significa que se não quisessemos avançar na nossa pesquisa, filmes como este era O filme. Uma espécie de dogma, intocável e verdadeiro sob qualquer ponto de vista. Tudo bem em relação a isso, porque temos a liberdade de entrar e sair do mundo desses filmes livrementes. Ler os comentários médios no IMDb sobre estes filmes enquadra o que acabei de dizer.

Eu preciso de voltar a filmes como este de vez em quando, é uma memória de infância. Mas muito do que eu recordo não está aqui. O filme é incrivelmente plano, especialmente agora que a Pixar nos induziu uma profundidade digital. Os personagens são modelados docemente, e realmente havia uma espécie de humanidade na forma como eles eram criados, por isso relacionamo-nos com eles de boa vontade. Mas o filme em si é muito mais pequeno do que a minha memória me dizia. A própria cena do esparguete, suponho que as rábulas e homenagens a ela a alargaram a um ponto que na verdade ela nunca teve. É impressionante como a percepção colectiva das coisas adultera a nossa memória delas.

Este foi um doce regresso a um mundo que não existe. No entanto é bom viver lá de vez em quando.

A minha opinião: 3/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve