Arquivo de Julho, 2009

Lady and the Tramp (1955)

“Lady and the Tramp” (1955) (A dama e o vagabundo)

lady and tramp

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doce pó

Um filme com a história de relação com a audiência em geral que este desliga-se das regras que normalmente respeito ao comentar filmes. Quando escrevo, nunco pretendo fazer o que se possa chamar uma “crítica”. Em vez disso, tento isolar e apontar algumas poucas notas sobre coisas que fizeram o filme nos meus olhos, na minha mente, nas minhas emoções. Escrever ajuda-me a compreender, e essa compreensão melhora o meu visionamento. Assim torno-me (espero) um melhor espectador. Baseio as minhas opiniões nos filmes em si, só comento sobre o que vejo.

Porque menciono isto? Porque agora mesmo estou a comentar um filme que neste momento é mais uma memória colectiva que um filme em si mesmo. Revê-lo fez-me compreender que já não nos lembramos e falamos da Dama e o Vagabundo, falamos do que a nossa memória nos diz. No que diz respeito aos filmes de animação, eu pertenço a uma das últimas gerações para quem um certo número de filmes (muitos da Disney) pairavam sobre as nossas cabeças como o estereótipo de valores morais e de representação cinematográfica. O que significa isto? Significa que se não quisessemos avançar na nossa pesquisa, filmes como este era O filme. Uma espécie de dogma, intocável e verdadeiro sob qualquer ponto de vista. Tudo bem em relação a isso, porque temos a liberdade de entrar e sair do mundo desses filmes livrementes. Ler os comentários médios no IMDb sobre estes filmes enquadra o que acabei de dizer.

Eu preciso de voltar a filmes como este de vez em quando, é uma memória de infância. Mas muito do que eu recordo não está aqui. O filme é incrivelmente plano, especialmente agora que a Pixar nos induziu uma profundidade digital. Os personagens são modelados docemente, e realmente havia uma espécie de humanidade na forma como eles eram criados, por isso relacionamo-nos com eles de boa vontade. Mas o filme em si é muito mais pequeno do que a minha memória me dizia. A própria cena do esparguete, suponho que as rábulas e homenagens a ela a alargaram a um ponto que na verdade ela nunca teve. É impressionante como a percepção colectiva das coisas adultera a nossa memória delas.

Este foi um doce regresso a um mundo que não existe. No entanto é bom viver lá de vez em quando.

A minha opinião: 3/5

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Valkyrie (2008)

“Valkyrie” (2008)

valquíria

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ilustrações

Não encontrei aqui nada de que não estivesse à espera, e nada do que eu esperava encontrar estava ausente. Isto é uma má premissa para comentarmos um filme. O que se passa é que não espero muito de Bryan Singer. Sim, ele deu-nos “os suspeitos do costume” que tinha algum interesse narrativo na forma como os flashbacks eram usados e na forma como redefenimos tudo o que vimos com a reviravolta final. Mas mesmo aí a direcção era de estilo, o que significa que ele prefere o efeito ao significado, a aparência à profundidade. Mas claramente ele é um daqueles tipos que se deixam levar pelo seu entusiasmo imenso, mas que depois não tem inteligência para submeter a suas emoções a uma estrutura coerente. Como ele pensam muitos espectadores, especialmente aqueles que se arrebanham para ver um filme como este. Daí termos um sucesso de bilheteira.

Mas se quiserem ir um pouco mais longe, não vão encontrar muita coisa com interesse no filme. O que interessa aqui é a história em si. O que estes tipos tentaram fazer foi grande, não pelo acto em si (certamente muitos alemães queriam fazer o mesmo se pudessem) mas porque eles eram alemães privilegiados, que poderiam ter simplesmente jogado o jogo Nazi. Claro que o fim da guerra estava perto e eles sentiam isso, por isso matar Hitler era também uma forma de proteger o futuro daqueles que o rodeavam. Em todo o caso, foi uma tentativa corajosa. Mas isso pode ser contado por um simples documentário como o que temos nos extras do DVD. O filme é uma mera ilustração dos eventos. É como aquelas encenações de eventos históricos dos documentários do canal História, com um orçamento (muito) maior. Mas tirando isso é totalmente inútil, a não ser por um reduzido valor de entretenimento.

Bem, os escritores tentaram construir uma tensão ao não nos permitir saber e verificar como estava Hitler depois da explosão. Essa tensão está relativamente bem feita, porque elege um narrador, e faz-nos viver as vidas dos dissidentes. Mas a verdade é que já sabíamos o que tinha acontecido, logo até isso falha.

Depois da incrível participação de Cruise en Tropic Thunder, eu esperava que ele continuasse a redimir a carreira, mas aqui ele volta à rotina habitual. Pena.

Se procuram cenários “realistas” e boas ilustrações, creio que este filme cumpre perfeitamente. Se não, creio que podem saltá-lo.

A minha opinião: 2/5

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Tetro (2009)

“Tetro” (2009)

tetro

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alma encenada

É muito bom que este filme tenha aparecido. É bom poder assistir a ele, no grande ecran, como o filme pede.

Coppola é, no mínimo, respeitável. Quero ver qualquer coisa que ele faça, desde que sinta que ele pôs algo de si no projecto. Como é sabido, até há 2 anos atrás, o Dracula tinha sido o último filme que Francis tinha levado a sério. Os anos 90 foram uma acumulação de lixo inútil mas eventualmente rentável que o permitiu financiar Sofia na sua ascensão, e um outro projecto de Roman. Há 2 anos ele fez um filme que eu não vi, porque estou a guardá-lo para uma ocasião especial; sinto que há algo ali que requer preparação. Agora ele dá-nos este Tetro, e estou contente que o tenha feito.

Ele visualiza a história, e escreve o guião. Temos 2 escritores, e é a escrita do mais velho, suportada pela interpretação que o mais novo faz dessa escrita que nos dará o arco dramático. É tudo sobre o drama, tudo sobre encenação. A história é resolvida com duas performances encenadas no final, uma peça, e um concerto num funeral. Na verdade Coppola complicou o final. Pelo que imagino, ele teve 2 ideias para resolver a história que até então tinha construído impecavelmente, e não teve o sangue frio para escolher uma das ideias, em vez disso tentou fazer as duas. Na minha opinião (pequeno spoiler), ele deveria ter mantido a ideia do festival apenas, e de algum modo fundir aí o funeral (ou o significado dele). De qualquer forma, esse é um momento notável. Ele pega no final operático do seu Padrinho 3 e refá-lo de uma forma não épica, antes desiludida. Foi fantástico, apesar das falhas. (grande spoiler) Aí temos o momento em que as vidas dos dois irmãos estão a ser representadas, da forma como foram escritas pelos dois, em colaboração, e enquanto isso acontece o verdadeiro final é revelado pelo irmão mais velho ao mais novo, e uma reviravolta enorme quebra-nos em pedaços. É uma grande carta que ele joga, e apesar de alguma ingenuidade nos diálogos e a aparente arrogância na actuação de Gallo, temos aqui um pedaço dramático poderoso de cinema, resolvido no próprio guião, e isso é algo raro, uma história (aparentemente) inventada que, por si mesmo, faz o filme interessar. O motivo porque isto funciona é porque ele aplica vários níveis de performance: a peça que os irmãos escreveram está a ser encenada, o diálogo entre esses dois irmãos no momento em que a peça está a ser encenada (esse diálogo é ostensivamente encenado também, através do cenário e da iluminação) e as câmaras cujas imagens enchem os ecrans, que enquadram tanto a peça como o diálogo. O personagem de Carmen Maura é pivot aqui, já que ela controla o quadro maior das coisas, e até define o seu final. Lindo. A partir daqui, o resto do filme era bastante dispensável, à excepção da última cena.

Conseguimos detectar as referências autobiográficas, e para lá do exercício não especialmente interessante de tentar compreender o que é verdade e o que é colocado por motivos dramáticos é saber o que é que Francis estava na verdade a expor-se perante nós, colocando a sua mente na estrutura do filme e assim construindo um mundo forte, ainda que “codificado” onde podemos sentar-nos e onde podemos facilmente confiar as nossas emoções. Num certo sentido, podemos sentir Coppola em Tetro na forma como ambos são criadores para quem ser brilhante pode significar que estão perdidos. É um tema profundo de (des)equilíbrio entre a arte e a alma do artista e, como consequência, equilíbrio entre ambos e a audiência que se interessa por eles. Provavelmente Apocalipse tinha algo que ver com isto.

Para além disso, temos aqui a melhor fotografia digital (?) que já vi. Através do p&b, através do formato, através do enquadramente, Coppola e Malaimare fazem algo que provavelmente não se fazia (bem) desde o Manhattan de Allen. O que eles fazem é alargar o formato, alargar as paisagens, detalhar os interiores o máximo que consigam, e usar toda essa amplitude para atingirem o inverso e (por causa disso) poderoso efeito de intimidade. O Manhattan provavelmente é ainda mais poderoso (nunca o vi no grande ecran) por causa do formato 70mm. Mas este aqui atinge esse ponto especial, em que a cinematografia interessa e se mistura com o que é contado. Por isso é que temos contrastes, ruas povoadas versus apartamentos pequenos, quartos de hospital versus as paisagens vastas da Patagónia. O filme tem que ver com entendermos a intimidade em frente a uma paisagem infinita. É uma ideia linda, e podemos juntar este filme a apenas uns poucos mais na lista dos que conseguem fazer isto bem. A luz também é assumidamente artificial em todos os momentos cruciais, já que nunca nos é permitido esquecer que o filme é teatro, com teatro dentro.

Realmente estou contente que tenhamos este novo realizador chamado Coppola, 30 anos depois. Este filme provavelmente interessa mais do que qualquer coisa que ele tenha feito desde o Apocalipse Now. Ele não aposta aqui a sua alma, mas certamente mostra-a bastante bem. Muito bem. Estou feliz, como se isso interessasse.

A minha opinião: 4/5

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Collateral Damage (2002)

“Collateral Damage” (2002)

colateral damage

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o bom e o mau

Este foi um dos últimos filmes do ‘governador’. É interessante a forma como o filme sublinha a abordagem simplista aparente do pensamento republicano americano.

É uma história de vingança. Um homem que perdeu a sua família às mãos de um terrorista; ele é o americano comum, oh ele viu a família morrer, ele culpa-se porque se atrasou. É banal e visto mais de muitas vezes. Ele retalia, faz o que um “grande americano” faria, e procura a vingança. Ele descobre algumas coisas no processo, descobre que a matança da sua família era já uma vingança, e prova que é melhor que os terroristas colombianos ao poupar a vida de uma mãe e seu filho. Este homem é superior não é? Agora, para irmos mais longe (**spoilers aqui**), a mãe cuja vida ele poupa faz jogo duplo e é afinal a peça central de um enredo de terror que ele pensava estar nas mãos do terrorista “mau”. A esta altura vocês não votariam no Arnie? deviam, já viram o que está em jogo. Suponho que por esta altura, Schwarzenegger já teria o cargo político em mente, por isso imagino que este enredo não é inocente. Especialmente não num filme lançado no ano seguinte ao 11 de Setembro. Devo admitir que um filme assim deve deslizar perfeitamente em mentes de manteiga.

A acção é aborrecida, vejam o Stallone, o Arnold ou o Seagal dos anos 80 para terem este melhor feito.

A minha opinião: 1/5

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Get Carter (1971)

“Get Carter” (1971)

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o que vês é o que é

Sinto uma estranha atracção por estes filmes ingleses do fim dos anos 60 e princípio dos 70. Socialmente, temos aí um ponto alto na habitual arrogância britânica. Hoje, numa altura em que o Reino Unido, na verdade toda a Europa, deslizam para uma decadência cultural e uma indecisão artística, é interessante considerar esse contexto social específico, e ver o que saíu dali. Provavelmente o melhor exemplo do que falo é o “Italian Job” que também tinha Michael Caine. Mas este é um exemplo bastante bom.

Isto é uma história de detectives. Um tipo que tenta corrigir uma história que lhe contaram, e que assim nos obriga a refazer a realidade em que essa história encaixa. A estrutura básica foi mantida no remake, com Stallone, à excepção de que aí temos os músculos de Stallone em vez da desenvoltura de Caine. Esse é o jogo básico. Há peças que não encaixam, linhas quebradas, e Caine luta para contar as coisas bem. Pelo meno temos dramas banais, temas familiares por resolver, que interessam muito pouco. No entanto, há 3 coisas que devem ser notadas.

.um é o uso da paisagem rural/província inglesa. Ela cria o ambiente, evoca a forma que precisamos para esta história: mentes fechadas, gangsters pouco sofisticados, mas num mundo luminoso onde é aparentemente agradável viver; por isso é que era tão credível que o irmão de Caine pudesse ter morrido num acidente;

.o personagem de Caine, ele é a formalização do que refiro acima. Uma representação sofisticada e estilizada do que o britânico “moderno” deveria ser, depois das humilhações da guerra mundial, e os exageros dos anos 60. Ele está no seu melhor, apesar da ironia final onde o filme termina. Num certo sentido o seu personagem não é diferente daquele que ele representa no Italian Job. Mas todo o projecto é menos arrogante e auto-cêntrico que o Italian Job (onde Caine diz “as pessoas neste país conduzem no lado errado da estrada”).

.o desenvolvimento da história (spoilers aqui). A resolução do mistério é permitida por um filme super8. Este é um mundo em que ver significa acreditar, e todos os personagens existem para confundir a percepção de Caine. Por isso o facto de que um filme é a chave do jogo, faz a solução interessante (este facto foi mantido no remake).

A minha opinião: 4/5

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Natural City (2003)

“Natural City” (2003)

2080

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mundo de papel plano

Nos meus comentários, por várias vezes referi o interesse que me desperta o cinema coreano actual (ainda não me sinto confortável para investigar o seu passado). Nos últimos anos, penso que alguns dos melhores filmes que se fazem são coreanos. Entre a vasta produção do país, temos 2 realizadores com quem me comprometo seriamente. Tenho pensado nas razões deste interesse porque os filmes coreanos sempre me despertam interesse, mesmo quando são maus. Para já, penso que o cinema coreano reflecte a cultura coreana. E essa cultura baseia-se num balanço rigoroso entre valores ocidentais e orientais. A Coreia, em muitos aspectos, é um país aparentemente governado por princípios ocidentais. No entanto, na raiz, é uma cultura oriental, com o mesmo berço do Japão ou da China. Por isso estes filmes que eu aprecio, para lá das suas próprias características, reflectem este balanço, e em essência duas visões de sociedade totalmente opostas.

Por vezes os filmes usam mais uma construção espiritual coreana, que para mim é ainda oriental no seu núcleo. Outras vezes, os filmes tentam maravilhar ao superar as estruturas narrativas ocidentais. Kim Ki Duk e Wook Park são os melhores exemplos em cada extremo. O motivo porque menciono isto é porque este filme está totalmente inserido neste contexto. Mas aqui o equilíbrio cai totalmente para o lado ocidental, e não o faz de forma satisfatória. O filme segue a cosmologia de Blade Runner, na forma como o mundo funciona, na forma como as pessoas desse mundo encaram a própria realidade do mundo e mesmo na forma física desse mundo. Mas onde Blade Runner tinha a ver com questões de memória, sonho-real, versões paralelas e constante redefinição de realidades, aqui tudo isso é trocado por uma história de “amor” puro. Nenhuma da ambiguidade de Dick, ao invés uma história plana telenovelesca acerca de um homem que ultrapassa as rejeições e se compromete a salvar a sua amante proibida, uma “replicante” que morrerá em breve. Não há truques na forma como a história se desenrola, não há surpresas para nos maravilhar, não há origamis aqui. De qualquer forma, também não temos o olho para a grande escala de Ridley Scott ao serviço da visão de Phil Dick. Temos uma mera celebração de cenários grandes, mundos estranhos (que não são fascinantes, já agora), e uma câmara lenta à maneira de Matrix. Há pouco que ver aqui.

A minha opinião: 2/5

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Cockfighter (1974)

“Cockfighter” (1974)

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fundo branco

Tenho uma grande simpatia pelo tipo de cinema que a que este filme aponta. Respeito as intenções, gosto sempre de viver os ambientes que filmes como este tentam criar. Mas quando este tipo de filme falha, nunca é um falhanço glorioso, nem interessante. As coisas deslizam para campos aborrecidos e vazios.

No que toca à direcção e, para mim, actuações, este filme falha totalmente. Não porque seja incompetente, simplesmente porque não é cativante, não há uma ideia visual que Hellman tente explorar. Este é o seu único filme que vi até agora; aqui ele liga a narrativa ao personagem, o actor (que entra também em vários dos seus outros filmes). É o que certos críticos definem como “estudar um personagem”. Bem, eu acho que isso pode ser feito, se o personagem for interessante, e isso depende do quão interessante é o actor, como actor e como pessoa. Isto reduz drasticamente as possibilidades de ter sucesso com este tipo de filme. Para mim, Warren Oates não é suficientemente interessante para eu o seguir voluntariamente. Isto tornou o filme desinteressante no seu conteúdo, que é a vida de um simplório treinador de galos.

Mas algo redime todas as falhas. a cinematografia é discreta e linda em vários aspectos. Almendros era um dos cinematógrafos que magistralmente conseguia afastar-se do protagonismo e ainda assim construir um ambiente valioso no qual queremos entrar. Em parceria com Truffaut ele deu-nos alguns momentos impagáveis de fotografia minimal, no sentido em temos transcendência a partir de um certo “naturalismo”. Impressionante. Se virem este filme poderão ser levados a crer, como eu fui, que há partes nele que são trabalho burocrático que Almendros teve de fazer para narrar o personagem aborrecido que Hellman propõe, mas outros momentos são brilhantes e merecem ser vistos. Entre esses momentos estão as lutas de galos. Os grandes planos dos galos são lindos, e uma edição cuidada faz as cenas de luta realmente pesadas e duras. Os cenários interiores, quando associados a intimidades, são sempre confortáveis e evocam um certo ambiente. À parte dessas cenas, vocês vão querer ver uma específica: é junto a um lago, o protagonista e a sua amante acariciam-se, e falam sobre a sua vida e relação. O plano começa como um grande plano das suas caras, sobre um fundo totalmente branco. Depois a câmara lentamente abre o plano, revela o ambiente, e é aí que percebemos o lago. Tudo isto é feito com uma subtileza que é raro ver. Este plano ficará comigo por muito tempo.

A minha opinião: 3/5 vejam-no, pela cinematografia, apenas.

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve