Die Gebrüder Skladanowsky (1995)

“Die Gebrüder Skladanowsky” (1995)

skladanowsky

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movimento abstracto

Wenders diverte-se, e enquanto o faz reflecte sobre alguns princípios gerais do cinema como arte. Por várias vezes ele fez filmes interessantes que são em si mesmos objectos cinematográficos e reflexões sobre a natureza do objecto cinematográfico. A sua preocupação primária está nas imagens. Sempre que ele aprofunda a complexidade das suas narrativas, ele quer realçar as imagens. Esses são os casos do recente Palermo Shooting e do notável Amigo Americano: imagens que ilustram uma história sobre imagens. Quando ele não constrói essa narrativa inteligente e directamente sensível ao meio, ficamos com meditações puramente baseadas em imagens. Por vezes elas funcionam, outras arrastam-se.

Aqui funciona parcialmente porque o projecto, intencionalmente, não tem uma forma maior para lá da entrevista que a velha Skladanowsky dá. Todos os pedaços a preto e branco são construídos como episódios e dentro deles encontramos outros episódios (os filmes originais dos Skladanowsky). Aparentemente tudo começou como um projecto académico, e isso explicaria a falta de uma forma maior, assim como o falhanço de alguns troços pequenos. Isso não explica, contudo, o final quase insuportável.

Mas há algo que me interessa aqui. Wenders pega em algo que ficou esquecido quase no início do cinema: Imagens como movimentos abstractos, abstraídos de uma narrativa. Isso é algo que eu penso que merece algum tempo de exploração, e obviamente também Wenders o pensa. Assim, entre os velhos pedaços dos filmes pioneiros, interessou-me o troço da dança. Curiosamente, esse é o pedaço que recebe mais atenção mesmo na história infantil dos flashbacks em preto e branco. É o filme que teve de ser refeito. A roupa da bailarina ajuda ao efeito. É notável, como funciona no olho. Tenho gasto tempo a ver experiências como esta. Para além disso, há pouco mais que ver aqui. E achei totalmente mal utilizado o contraste entre o material a preto e branco e os pedaços a cor da entrevista, que tem um aspecto desconfortável de vídeo que me afastou. O p&b já tinha um aspecto granulado e velho, não era preciso promover um contraste tão acentuado para que se percebesse a ideia.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve