Mummies: Secrets of the Pharaohs (2007)

“Mummies: Secrets of the Pharaohs” (2007)

mummies

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imax 3D

Esta foi a minha primeira experiência com IMAX, e com 3D. Ando uns anos atrasado, eu sei.

Ter essa experiência foi o único motivo porque fui ver este filme. Fiquei, e ainda estou, abismado com as possibilidades do meio. Não poderia saber o que esperar, apesar de ter pensado várias vezes nisso. O que me fascinou não foi o “real” que a experiência pode ser, mas o “hiper-real” que ela se pode tornar. O cinema vive de realçar sensações comuns até níveis em que nós reagimos. Em cinema, as cores e os contrastes devem ser realçados, tal como as dinâmicas narrativas e dramáticas (como no teatro). O 3D, associado com o mega ecran abre novas possibilidades, é um potencial técnico que inventa toda uma área de lugares negros que os cineastas inteligentes podem explorar. Não é excitante? Desta experiência, recordo 2 aspectos que penso poderem ser de grande interesse.

Um é o poder de uma paisagem, não porque surge alargada, não porque é “real”, mas porque a imagem certa, editada na sequência certa, pode ter um impacto superior. Imaginem as explosões no Zabriskie Point do Antonioni, com todos aqueles pontos de vista, realçadas até ao limite que nos faz explodir a cabeça. Espero que a indústria e o mercado cinematográfico tornem o IMAX suficientemente viável para que seja utilizável para que os nossos “autores” possam pensar especificamente para ele, para explorarem a profundidade do meio, em vez dos efeitos superficiais que imagino foram usados até agora.

O outro aspecto é como este meio poderá revolucionar as relações entre espaço e cinema. Como poderemos reformular a forma como fazemos um filme tornar-se “espacial” através da forma como nos movemos num espaço. O que quero dizer é, mesmo num documentário com imagens mundanas como este eu senti o poder de nos movermos ao redor de um espaço. Claro que aqui temos a exibição da arquitectura egípcia, que vive do mistério, da exploração, e isso é altamente cinematográfico. E o filme por sua vez foi pensado para produzir alguns efeitos associados ao formato. Mas não pude deixar de pensar nas possibilidades. O que fariam os melhores realizadores? Que faria Orson Welles, se tivesse tido a possibilidade de filmar IMAX? Ou Hitchcock, ou de Palma, que ainda está por aqui e a trabalhar, quem sabe…

O documentário em si está nivelado pelo modelo do canal História, com a voz off que debita factos, imagens do que resta da velha civilização, e encenações de antigos acontecimentos. Mundado, excepto pelos efeitos pensados especialmente para funcionarem no formato, que são novos para mim, mas que suponho que se tornarão vulgares assim que repita a experiência suficientes vezes, com outros filmes.

A minha opinião: 2/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve