Juno (2007)

“Juno” (2007)

juno

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simplicidade

Acabei de comentar o “The Wrestler” de Afronofsky/Rourke. Para além disso, vi recentemente um grande filme belga, “Moscow, Belgium”. O motivo porque interessa ligar esses 2 filmes a este “Juno” é um: todos são o que se vê, nenhum pretende ser mais do que realmente é. São honestos, viscerais, e peças de cinema directas. Os 3 filmes captaram a simpatia das audiências (apesar de o filme belga obviamente não ter a distribuição dos outros 2). Isto é importante? Talvez não, ou talvez seja o sinal de uma tendência. Talvez as audiências esperem ser mais tocadas, e menos impressionadas. Ser levadas a sentir, em vez de serem forçadas a racionalizar. Creio que os últimos anos trouxeram progressos intelectuais fantásticos ao cinema, mas há um contra-ponto necessário para manter os filmes no nível do entretenimento, e para convidar as pessoas a vê-los. Algo como o que, digamos, Medem, fez algumas vezes (apesar do seu ambicioso Caótica Ana ter sido mal entendido pelo público). Este Juno é um filme não intelectual, e visceral. É simples pelo bom e pelo mau. O porquê de ter tido tanto sucesso é, creio, porque encarou de forma ligeira temas pesados. Evitou ligar a gravidez na adolescência a problemas sociais, e a limitações de vidas pessoais. Ellen Paige foi uma boa escolha tendo isso em mento, tal como Simmons.

Um filme como este faz o meu dia? Satisfaz-me completamente? Não, procuro mais, quero encontrar mais num filme do que vejo à primeira vista. Quero acordar a meio da noite, questionando certas coisas, descobrindo mais sobre o que o realizador quis dizer com certas coisas. Quero transportar imagens comigo, quero a sensação de que conheci alguém, que um realizador, ou um actor, ou um cinematógrafo mostraram algo do que eles têm dentro. Mas este filme é suficientemente bom pelo que é. É despretensioso no sentido que é o que vemos. É intelectualmente honesto porque não moraliza. Sinto-me muitas vezes cansado de ver filmes que são em si o perfeito oposto do que defendem, filmes que pretendem encorajar a liberdade de pensamento mas eles mesmos são parte de uma enorme linha de montagem. No entanto, espero que este filme não se torne regra. Espero que possamos contar no futuro com os Medems, Iñarritus ou Kar-Wais.

Mas este É entretenimento e é honesto, e esse era o sentido.

A minha opinião: 3/5

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1 Response to “Juno (2007)”


  1. 1 Amber Março 2, 2009 às 2:55 pm

    It was nice to see your blog.Just Keep Writing!

    ______________________________
    Don’t pay for your electricity any longer…
    Instead, the power company will pay YOU!


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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve