The Wrestler (2008)

“The Wrestler” (2008)

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honestidade

Este filme é um Aronofsky desapontante e uma grande actuação de Mickey Rourke.

O que temos é um filme sobre um actor. A luta livre tem tudo que ver com actuação física, assim como o striptease. Por isso Rourke e Tomei representam actores. Actores que fazem de actores, é aí que estamos.

Sobre Rourke: o seu personagem reflecte a sua vida pessoal, provavelmente é por isso que o escolheram, e certamente que é por isso que ele estava tão entusiasmado com o filme, como ele admitiu. Uma estrela antiga, alguém que criou impressões duradouras nas mentes de quem o viu em anos dourados, mas que eventualmente se torna uma estrela gasta, que representa em shows modestos, com uma vida pessoal arruinada. Estes factos são provavelmente a chave do sucesso da actuação. Mickey Rourke não é tão sofisticado como actor como outros e porque passou boa parte dos anos 90 a fazer outras coisas e a viver uma infância tardia, ele não progrediu como outros da sua geração. Mas no entanto ele provavelmente viveu coisas tristes e feias na sua vida. Por isso agora temos este. A razão porque confiamos aqui tanto na sua actuação é porque ela é tristemente honesta. Aqui ele é tripas e coração, está tão comprometido com o seu trabalho como o lutador que representa, cuja vida está no ring. Rourke tem uma mente directa – só temos de conhecer os seus comentários políticos para o perceber – mas também o lutador a tem. Assim, temos um casting perfeito, e comprometimento verdadeiro. Estas actuações honestas devem ser realçadas, porque é raro vê-las. Vejam a primeira cena depois dos créditos condensados e significativos, quando Rourke está sentado sozinho num quarto vazio, nos bastidores de uma actuação. É uma síntese perfeita de tudo isto.

Agora, isto faria um filme simples de algum realizador menor suficientemente bom. Mas este foi realizado pelo homem que nos deu “Pi” e “Requiem for a Dream”. Por isso não é suficientemente bom. Ok, é um estudo de personagem, a forma como a câmara segue constante e ostensivamente as costas de Rourke mostra-o. Este deveria ser um filme sobre Rourke, e até admiro que Aronofsky se tenha apagado para o realçar. Mas no final das contas, não há muitas coisas para admirar aqui. Assim, como muitas vezes acontece, não é uma questão do que Aronofsky faz aqui, antes uma questão do que ele poderia ter feito, porque eu vi os seus outros filmes. Algumas cenas de luta são boas, porque ele denuncia a falsidade de todo o espectáculo, e ao mesmo tempo coloca-nos dentro das cenas, contribuindo para fazê-las reais para nós.

A minha opinião: 3/5 por Rourke.

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Fantasporto 2009

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve