Il Mio nome è Nessuno (1973)

“Il Mio nome è Nessuno” (1973)

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Realizador versus actor

Esta é uma produção Leone que ele observou e supervisionou, piscando o olho à realização em várias cenas, segundo consta. Creio que isso será verdade, há momentos que soam Leone. Desconcentrado, desinteressado, mas Leone.

Assim, para o melhor e para o pior, é visível que Leone esteve aqui, a própria ideia da história (que é interessante) é creditada como sua, mas ele não foi a mente que concebeu a grande escala, o grande filme. Na verdade esse é o problema. Este filme não está inserido num grande esquema, é apenas um filme sobre personagens, e isso não é o que Leone fazia, quando estava totalmente no controle.

Tonino Valerii é, por esta amostra (é o seu único filme que vi) um mau controlador, que ou não tem o pulso para transportar a sua visão, ou simplesmente não tem uma visão para oferecer. Suspeito do segundo. Assim aqui, em vez de uma história sobre um criador de histórias, que é do que trata o guião, temos uma história sobre dois personagems, o de Fonda e o de Hill. Fonda está claramente a levantar o cheque, e sem qualquer motivação para fazer qualquer coisa interessante, Terence Hill é novo e quer mostrar-se (uma coisa comum em actores menos maduros). O filme vive da sua actuação física e gestos, mas não devia.

Uma coisa engraçada: quando Leone era a mente criativa, os actores eram seus empregados e serviam um filme maior. Aqui, os actores fazem a acção, guiam o filme. O resultado final é que, na primeira situação, os actores saem muito bem, neste caso, são perfeitamente olvidáveis. Percebem? A maioria das vezes os actores são apenas a parte visível, mas não tão importante, do grande jogo, que deve ser jogado por um jogador maior, uma pessoa de visão, alguém que não estava aqui, já que Leone apenas produzia e divertia-se a realizar cenas soltas.

Bons pontos: as cenas iniciais não são tão concentradas como as equivalentes nos filmes de Leone, não têm o tempo perfeito, são apressadas e no entanto demasiado longas. Apesar disso são apreciáveis, alguns enquadramentos são bons pedaços de narrativa visual (o espelho no início).

Os pedaços Orson Welles, na casa fantasia, aqui o esquema do espelho é uma vez mais usado para enaltecer os troços cómicos de Terence Hill, mas não é mal usado, creio que a sequência é divertida, e por si só cumpre o que era suposto.

A secção perto do fim, quando Fonda encara o bando “sozinho” é agradável. O alternar entre o detalhe extremo e o grande enquadramento de uma paisagem minimalista é algo que Leone inventou, e na verdade funciona aqui.

Para os que gostam de Terence Hill (e do seu parceiro Bud Spencer) há outras viagens mais agradáveis, em filmes centrados de raiz em personagens, nos seus personagens. Aqui temos um filme dividido entre querer parecer um grande épico, tipo Leone, e a ser assaltado por personagens que queriam apenas fazer o seu número. Incidentalmente, a história é sobre 2 personagens que tentam escrever a história à sua própria maneira. Quem ganha? aquele que é claramente mais um ‘personagem’ que o outro. Vêm? Forças coordenadas, é o que falta aqui. O cinema, sobretudo de grande escala, não tem tudo que ver com isso?

A minha opinião: 1/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve