Quantum of Solace (2008)

“Quantum of Solace” (2008 )

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Bond depois de Bond

Sempre segui a série Bond na minha vida em filmes. Primeiro procurando os antigos, e depois seguindo as versões de Brosnan quando elas iam saindo, e agora vendo esta nova fase Craig. O franchise Bond, pelas opções que sempre tomou, estilísticas e comerciais, assim como pela longevidade que tem neste momento, é perfeita para podermos perceber como as noções de acção para grandes massas evoluiram. Os filmes Bond provavelmente nunca inventaram as ideias que envolveram cada um deles, ao invés sempre se ficaram por convenções populares desse momento. Por vezes, no entanto, eles criaram grandes filmes nesse momento. Assim, alguém interessado em ‘arqueologia’ de filmes acção terá necessariamente de passar pelos filmes Bond, e talvez interectá-los com filmes inovadores importantes (de North by Northwest ao franchise Bourne).

Este filme claramente corresponde ao que descrevi acima. É um filme de acção totalmente no ambiente do que espectadores de acção actuais procuram hoje em dia. A dureza e brutalidade das lutas (um certo ‘realismo’), a edição como um processo confuso mas cativante, que não nos permite ver toda a coisa do exterior, ao invés coloca-nos próximo do que se passa. A profundidade dos personagens principais interessa hoje em dia, e por isso temos Bond a encontrar-se a si mesmo.

Temos tudo isso aqui. Está feito de forma competente? Para mim, sim. É suficiente para o filme ser ‘bom’? Outra vez para mim, não.

Porquê? Toda a série Bond é tão diversa em termos de aproximação estilística, personalidade do actor Bond, contexto político e social do mundo ‘real’ desse momento, que todos os filmes soariam simplesmente desconexos se não fosse por algo que os aproximasse. Esse algo costumava ser os elementos do personagem, Bond, e os elementos rodeantes que suportavam o ambiente constante da coisa (os gadgets, Q, as raparigas, as histórias a volta do mundo…). Em Casino Royale esses elementos estavam ausentes ou distorcidos, e isso foi bom porque o filme tinha que ver com cavar e (re)inventar esses elementos, algo parecido com o que ‘Batman Begins’ tinha feito no ano anterior. Assim, jogamos esse jogo, querendo saber mais. Bond estava visceral, pouco sofisticado, mas a encontrar-se. Nenhum passo decidido em frente foi tomado neste filme. Oscila entre o Bond que sabemos que virá, o Bond ‘real’ que todos conhecemos, e o anterior Casino Royale onde aceitavamos a crueza do personagem como parte do processo. Podiam fazer uma transição, mas devíamos ter sentido que algo havia evoluído desde ‘casino..’ até este. Eu não senti.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve