Number Seventeen (1932)

“Number Seventeen” (1932)

num17

IMDb

3 visões

Se este tivesse sido o último filme de Hitchcock, teria hoje apenas um pequeno interesse histórico. Mas porque ele seguiu para realizar obras como a Corda ou A Janela Indiscreta, este pequeno filme (e outros) tornam-se importantes para nós compreendermos onde a sua câmara curiosa começou.

Quero ver outros filmes de Hitch deste tempo, mas agora mesmo, para os meus olhos, neste momento ele estava fortemente ligado a 2 concepções visuais específicas, enquanto tentava desenvolver a sua própria.

Assim, temos contrastes fortes, onde as sombras controlam as acções, ou objectos, ou mesmo personagens, e isso defino o modo da acção, seguindo o expressionismo alemão (que mais tarde seria o suporte perfeito para as construções narrativas do filme noir). Neste campo, Hitch não era um génio, mas dominou-o bastante bem. Isto está presente na primeira parte do filme, na casa.

Ele também segue Eisenstein, e a secção do comboio é uma montagem bastante boa. Ele utiliza bem os modelos, e a edição tem um bom ritmo e balanço. Uma vez mais, ele é competente.

Mas o melhor é a primeira parte do filme: o movimento da câmara. Aposto que ele escolheu aquela casa com aquele poço de escadas para poder jogar com o que lhe interessava mais. A câmara move-se e explora espaço, a cena em que o detective (e nós próprios) entramos na casa pela primeira vez é uma demonstração precoce do que a sua ‘fase Corda’ traria. O primeiro terço do filme consiste basicamente em subir e descer as escadas, descobrindo coisas, explorando-as com a câmara.

A sua estratégia ‘McGuffin’ é uma trapalhada aqui, ele ainda não era capaz de engendrar um enredo suficientemente simples e eficiente para que o possamos esquecer e concentrar-nos no que ele faz, no olho. É confuso, e tão complexo (tantos personagens desnecessários!) que corremos o risco de tentar compreender o significado de tudo. Bem, eu não me interessei, e apreciei o filme pela manipulação visual que Hitch faz.

Este filme está partido em pedaços (começando com o enredo) e dividido por tendências cinematográficas. Cada pedaço é suficientemente competente, mas o resultado global é bastante trapalhão. Bem, ele estava a experimentar.

A minha opinião: 2/5

Este comentário no IMDb

0 Responses to “Number Seventeen (1932)”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve