Charade (1963)

“Charade” (1963)

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Honestidade

*** Este comentário pode conter spoilers ***

Este filme funciona perfeitamente, provavelmente melhor agora que quando foi lançado. Sim, foi celebrado no seu tempo, mas os anos realçaram o charme (e a lenda) dos actores nele, e podemos vê-lo com um sentimento de mundo perdido, coisas passadas.

Stanley Donen, aqui já fora do sistema de Hollywood, apesar de depender dele, é um dos melhores realizadores americanos. Ele foi produndamente original nos seus anos como realizador de musicais, e nunca foi menos que competente no que fez depois. Isso inclui este filme apreciável. Para mim, um dos seus pontos mais fortes como realizador era a capacidade para misturar forças e talentos opostos, e criar uma visão unificada de tudo isso, motivando cooperação genuína. Não é isso o melhor que podemos esperar de um realizador? E que boa mistura ele faz aqui.

Creio que a ideia era criar um enredo que constantemente agarrasse a audiência por quebras constantes. Não sabemos mais que o personagem de Audrey, e tentamos adivinhar o verdadeiro carácter do de Grant. É extremamente eficiente porque as quebras são subtis e inteligentes, e o efeito dramático excessivo que elas poderiam ter é sempre atenuado pelo sentido de comédia do conjunto.

Grant passou uma boa parte da sua carreira a fazer comédia, e na verdade provavelmente ele definiu os padrões pelos quais a actuação em comédia ainda se regia no momento deste filme. O que o público considera “engraçado” fica rapidamente datado, mas o que ele faz aqui ainda funciona hoje, e isso é notável. Audrey/Givenchy estão nesta aventura, e ser o personagem que ela inventou para si no ecran encaixa perfeitamente aqui.

Os actores secundários também permitem que tudo funcione, especialmente Walter Matthau que, pela forma como as suas linhas são colocadas no filme, e como ele nos distrai com as suas excelentes capacidades como comediante, engana-nos a nós na mesma medida em que engana o personagem de Hepburn.

Henri Mancini é um dos meus compositores de cinema favoritos. A música aqui tem menos presença que em outros filmes que ele musicou, mas creio que ele joga com o ambiente pretendido.

Não conheço nenhum filme recente que trabalhe tão facilmente este ambiente de comédia/suspense e que pareça tão natural e pouco forçado. Aprecio as pessoas envolvidas nele.

A minha opinião: 4/5 vejam e conservem-no convosco.

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve