Batman Begins (2005)

“Batman Begins” (2005)

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Nolan e Bale são dois dos realizadores-actores que mais me interessa seguir hoje em dia. Neste momento fazem um bom par, e para além dos renovados Batman (dos quais só vi este), fizeram o muito bom Prestige. Este par torna, para mi, o projecto interessante.

O que fizeram aqui foi ambicioso, sério, e não falhou. Aparentemente, Nolan queria mesmo fazer parte disto, e falou com a Warner Bros. em primeiro lugar. Ele sabia que podia trazer algo ao filme de super-herói, e provavelmente o Batman encaixava melhor naquilo que ele gosta de fazer. É um super-herói autoinventado, não foi criado por acidente, e no processo de criação da sua máscara (que é Batman ou Wayne?) há uma questão de procura interna, ao contrário de, por exemplo, IronMan, que joga à ciência com o próprio corpo. Assim, na visão de Nolan, nós precisamos de um actor que possa actuar, e vários artifícios cinemáticos e de concepção que funcionem. Temos todos esses dispositivos apontados aqui, ainda que sem sucesso total. Se considerar o top 250 do IMDb neste momento onde temos Dark Knight em 4º lugar, provavelmente resolveu os problemas nesse. Mas por outro lado, Shawshank Redemption está em primeiro.

cidade: a concepção do filme tem muito a ver com a cidade em si. Há claramente a intenção de criar algo desligado dos filmes anteriores – “realista”, nas palavras de Nolan. Por isso a cidade é modelada a partir de Chicago, algo que podemos reconhecer, e tem um manto negro que cai sobre ela, de decandência, bancarrota social, corrupção. Os espaços são bem explorados, e usados para o truque cinematográfico de que falarei.

Uma queixa: Gotham City costumava ser O mundo, no Batman. Nós nem sentíamos que havía um mundo fora dela, era autosuficiente, e equilibrada, como um mundo fechado onde tudo nasce. Tenho pena que não tenha sido mantida assim.

cinema: para lá das sequências hollywodescas do Wayne a treinar, o Wayne a aprender, o Wayne a construir fatos e encontrar lugares, há algo fantástico aqui. O enredo principal desenvolve-se ao redor de uma “liga das sombras” que tenta espalhar gás alucinogénico pela cidade. Esse veneno faz as pessoas verem tudo tornar-se os seus piores medos. Perdem o sentido da realidade, e começam a fraccionar a sua própria visão, e a não compreender/exagerar o que vêm. A edição e o ritmo do filme estão construídos de acordo com isto, por isso nos momentos mais activos, sentimos o filme como as pessoas de Gotham provavelmente sentiam o que viam. Tornamo-nos espectadores activos, e isso é muito bom. Só se sente em alguns pedações, e essa é a falha. A maioria do tempo é passado a construir o mundo do morcego, e as profundezas de Wayne. Gostava de ter tido mais dos pedaços alucinogéncios, mas escolho algumas sequências deste filme para ver várias vezes. Christian Bale está nesta viagem, ele sabe o que está a acontecer, e permite que isso aconteça. Grande trabalho. Isto é o que o cinema anda a fazer de novo ultimamente. Fazer-nos entrar no jogo.

A minha opinião: 4/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve