La Science des rêves (2006)

“La Science des rêves” (2006)

ciencia96

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despertado

Provavelmente é difícil encontrar um filme que seja tão claramente a visão do seu criador como este.

Gondry tem feito um grande trabalho, explorando os limites da narrativa em cinema. O seu maior feito até agora foi ‘o despertar da mente’, mas aí ele estava associado com o ainda mais brilhante Charlie Kaufman, provavelmente o melhor argumentista a trabalhar hoje. Agora temos este ‘ciência dos sonhos’ e o muito recente ‘Be kind rewind’ (que eu ainda não vi) e temos o ‘Synecdoche, New York’ de Kaufman. O interessante de pegar em ‘desperar..’ e vê-lo antes e depois deste grupo de filmes é ver Gondry e Kaufman a trabalhar em separado, e compreender onde eles estão a levar, individualmente, o que começaram em ‘despertar…’. Creio que eles estão a trabalhar um dos campos mais motivadores no cinema de hoje.

Num certo sentido, isto é um tipo de expressionismo, no sentido em que todos estes filmes estão profundamente enraizados em vidas, reais e interessantes, independentemente do quão fantásticas pareçam, e o quão irreal tudo parece. Tudo isto é uma tentativa de mergulhar no oceano da alma humana, esse iceberg do qual só vemos uma ponta superficial. É fantástico que o cinema esteja a fazer isto. Provavelmente é um dos melhores meios para o conseguir.

Neste caso, temos uma construção visual minimamente complexa, a partir de uma ideia simples: a mistura entre sonhos e realidade e o conceito ainda mais interessante de que, se os sonhos são um reflexo da nossa vida diária misturada com as nossas preocupações mais obscuras, a vida também pode ser contaminada pelos sonhos. Assim, a vida invade os sonhos, e ao contrário. Depois, temos o dispositivo já usado em ‘despertar..’, diminuindo as diferenças entre sonho e realidade e muitas vezes deixando ambiguidade em relação a isso, aqui diminuida em grande medida pelos bonecos que mostram os sonhos (objectos, telefones, carros) e que constroem o ambiente do subconsciente.

Aqui temos um elemento extra, visitas ao interior (literalmente) da mente do personagem principal, que nos faz ver coisas pelos olhos dele, pensar pela sua mente (ele toca bateria, como o realizador costumava). Outros jogos incluem uma máquina no tempo, que avança e recua 1 segundo, e um barco com um bosque no interior.

Vê as pistas, vê onde te levam. Eu gostei.

A minha opinião: 4/5

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve