The Woman in the Window (1944)

“The Woman in the Window” (1944)

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imagem fraca

*** Este comentário contém informação sobre o enredo ***

Tenho passado tempo com Fritz Lang. Bom tempo. Gosto dele. Mas ele perturba-me por vezes. Ele é em parte um mestre incompleto. Enquanto trabalhava na Alemanha, ele esteve ligado ao expressionismo. Isso significa que ele procurava criar imagens, ou sequências, que fossem tão poderosas em si que pudessem colocar o espectador em contacto com a sua consciência profunda. Ele fez isso praticamente em todos esses filmes alemães, raramente com uma visão integrada, raramente com uma unidade de todos os elementos poderosos que ele conseguia cria. Mas ele sempre criou momentos que duravam.

Ele tinha uma crítica social que suportava a sua visão, e ele explorava personagens, tentando realçar o que estava para além da sua aparência. E suportava tudo isso num imaginário visual poderoso. Imagens, basicamente. Aqui ele faz exactamente o contrário. Aqui temos uma imagem que gera uma história. Isso podia ter sido interessante e na verdade, como conceito, é lindo. Mas não está bem resolvido.

O filme foi feito quando Lang já estava completamente imerso no contexto de produção americano e mais que isso, num tempo em que o filme policial noir tinha já estabelecido as suas regras (o noir que foi forjado visualmente no expressionismo alemão dos anos 20/30). Isto é importante. Aqui ele descarta o comentário social (que era muitas vezes vazio e apenas uma desculpa para as imagens). Temos, sim, alguma exploração dos limites/definição de moralidade, mas isso é secundário. Em vez disso, o foco está (tenta estar) no enredo. Temos a mulher, o homem, o detective e o cadáver. Levantam-nos todo o tipo de questões sobre o crime, e analisamos, primeiro com o assassino incompetente, e depois com o polícia, todas as possibilidades, todas as pistas. Mas o filme é um falhanço. Não temos nenhuma dúvida sobre as intenções de cada um dos personagens. Sabemos o que aconteceu, e com a excepção de como vai terminar, sabemos tudo sobre cada personagem. A mulher não tem segredos, ela surge enigmaticamente associada a uma imagem, mas ela é realmente o que diz ser. O protagonista é um peão no jogo, mas apenas devido à sua inaptidão, não porque há um jogo maior que ele não controla. 3 anos depois de ‘o falcão do maltês’, este tipo de construção narrativa estava melhor estudado do que o que se mostra aqui.

E a imagem da mulher, ou o contexto em que ela aparece, não é suficientemente poderoso… não nos transporta para outra dimensão como deveria. não nos leva para um sonho, como levou Robinson…

A minha opinião: 2/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve