Die Hard: With a Vengeance (1995)

“Die Hard: With a Vengeance” (1995)

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Willis mortífero, com uma ajuda

No princípio havia Bruce Willis. Ele tem qualidades como actor sem paralelo em qualquer outro actor “de acção” antes dele (e depois…). Ele falava consigo, o espectador. Lembram-se dos primeiros dois Die Hard? ele queixava-se todo o tempo, com palavras ordinárias, tudo isso sozinho. Não era um monólogo, era um diálogo, com a audiência, consigo. Era um diálogo porque havia uma resposta, a audiência sentia-se em contacto, a audiência interessava-se. Assim, a esse respeito, creio que ninguém esteve sequer perto de igualar as capacidades de Willis, e houve algumas tentativas bastante desastrosas, Nicolas Cage aparece em primeiro lugar aqui. De qualquer forma, houve filmes que já tentaram a abordagem mais directa do actor a chegar à audiência, como Alta Fidelidade (Cusack) ou Alfie (Law). Die Hard 1 foi um marco na actuação em cinema por isto apenas. Junto com esse primeiro filme, tivemos a primeira Arma mortífera. Outra aproximação, outro marco. Este era mais fácil, porque não dependia tanto da qualidade do actor, mas da piada que dois actores conseguiam ter compreendendo as suas diferenças e lutando com elas. Porque era mais fácil, e porque ninguém conseguia fazer as coisas que Willis fazia, tão bem como ele, esta segunda fórmula viria a ser a mais usada. E aqui vemos este Die Hard confiar na ideia que 2 é melhor que 1. Assim temos Glover representado por Jackson, e a maior parte do “divertimento” vem de ele em interacção com McClane. Die Hard torna-se arma mortífera, talvez porque Willis quisesse tentar, mas muito provavelmente porque os produtores acharam que seria mais “seguro” assim.

Contudo, o enredo salva algumas coisas. O tipo mau é mais inteligente que atlético, ele controla, e a história tem tudo que ver com o bom tentando perceber o plano inteligente que o mau tem. As inversões entre vingança-roubo e a compreensão sobre quem está em controlo são bem trabalhadas também, no geral, este acaba por ser uma boa experiência. Ajuda a estabelecer alguns padrões para o que hoje esperamos de qualquer filme de acção (essa noção está neste momento a ser questionada pelas versões de super-heróis em cinema) mas não tão influente ou bom como os primeiros 2 Die Hard.

A minha opinião: 3/5

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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve