Disclosure (1994)

“Disclosure” (1994)

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Mau jogo

Interessa-me referir três elementos aqui.

O primeiro tem a ver com a escolha dos actores. Michael Douglas aparece aqui para ser Nick Curran uma vez mais. Claramente pretende-se que Demi Moore seja a Tramell de Sharon Stone: mulher atractiva (bem, no caso de Moore apenas finge ser, já que não tem nenhuma das qualidades de personalidade que Stone mostra), que gosta de liderar o jogo. Douglas consegue representar o “homem no escuro que é manipulado” suficientemente bem (ele é quase um detective de noir nesse papel); Moore é peito, pernas e roupa interior, não muito mais que isso. Assim, neste ponto de vista, temos soluções mastigadas, que procuram o sucesso comercial através de fórmulas testadas.

Em segundo lugar, temos o dispositivo narrativo. É-nos dito que a história se vai desenvolver como um jogo, que várias partes tentam controlar (Moore, os tipos da empresa e Douglas que corre para apanhar os outros). Este jogo da “vida real” é desenvolvido em paralelo com um jogo virtual, o Arcamax, um jogo de realidade virtual que vem a tornar-se a chave para o jogo “real”. Este é um tema comum na escrita para cinema, mas é bastante trapalhão e denunciado aqui. E não muito inteligente, já que as soluções e chaves para os problemas sempre surgem de pequenos truques informáticos (a parte do “vocês têm backups?”) ou puras casualidades (a parte de “o telefone esteve ligado o tempo todo”). Não há uma construção minimamente complexa ou inteligente.

Em terceiro lugar, temos a “cola” cinematográfica, que é como quem diz, como todos estes elementos dispersos são ligados. Aqui falo sobretudo de direcção e algumas outras opções. Este é o melhor aspecto do filme. Temos o elemento interessante da localização e acção principal se passar numa ilha, cria a noção de um campo de jogo, entra-se e tudo o que se faz é jogar (no final até temos atribuição de prémios). O espaço arquitectónico é interessante, pelo menos de um ponto de vista da exploração cinematográfica. A direcção é firme, Levinson é capaz de cobrir algumas das (muitas) falhas. Temos um aumento de tensão em alguns momentos, a cena de semi-sexo está relativamente bem feita. Mas é só isso que temos de positivo aqui.

A minha avaliação: 2/5 muito poucos elementos interessantes

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1 Response to “Disclosure (1994)”


  1. 1 lastprophet Dezembro 11, 2007 às 12:37 pm

    Continua a votar nos melhores filmes de 2007 em http://www.blogoris.blogspot.com.
    Escolhe os doze que vão estar presentes na votação final de melhor filme do ano.
    10 dos finalistas já são conhecidos:
    Melhor filme de Janeiro – Blood Diamond
    Melhor filme de Fevereiro – Tenacious D – Pick of destiny
    Melhor filme de Março – The Fountain
    Melhor filme de Abril – 300
    Melhor filme de Maio – Zodiac
    Melhor filme de Junho – Die Hard 4.0
    Melhor filme de Julho – Simpsons – The movie
    Melhor filme de Agosto – Disturbia
    Melhor filme de Setembro – Hairspray
    Melhor filme de Outubro – Planet Terror
    Melhor filme de Novembro – ?
    Melhor filme de Dezembro – ?

    Para melhor filme de Novembro os grandes candidatos são Beowulf e American Gangster , mas Control e Eastern Promises prometem dar luta . Paranoid Park corre por fora e pode ser uma grande surpresa.


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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve