Arquivo de Outubro, 2007

Hook (1991)

“Hook” (1991)

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a Terra do Nunca cinematográfica

Muitas das vezes que Spielberg grava, ele tenta chegar à ternura. Algumas vezes ele consegue realizar um entretenimento minimamente válido, normalmente mais dirigido a crianças ou audiências intelectualmente pouco exigentes, outras vezes nem isso consegue. Aqui temos a segunda situação. O que acontece é que Spielberg tem sempre nos seus filmes uma espécie de rede de segurança que o impede de cair no desastre total. Essa rede tem que ver com a música de Williams e a sua câmara que na maioria das vezes consegue ser um bom complemento para os actores (muitas vezes bastante maus, especialmente as crianças).

Aqui, ele escolhe uma história que está, naturalmente, nos corações de uma boa parte da audiência (1 ponto para a ternura) e reinterpreta essa história introduzindo a nostalgia nos sentimentos do herói, que é ele mesmo motivo para a nostalgia nas memórias de muitos “crescidos” na audiência; isto coloca o espectador ainda mais em contacto com a história, crianças ou adultos (filme de família, mais um ponto para a ternura). Mas depois, é só isso. Absolutamente nada mais. Nenhuma ideia cinematográfica, não há escrita inteligente, nem mesmo boas actuações (Robin Williams pode fazer melhor, mas não lhe é requerido isso). Assim temos uma sucessão de planos, cenas, que não são mágicas, mas ordinárias; não são profundas, são comuns; não são cinemáticas, são banais. Temos John Williams no plano de fundo, mas aqui a sua música soa como um reminiscente das suas outras bandas sonoras que conhecemos associadas a maiores preocupações cinematográficas… Assim não há muito a ser apreciado aqui…

A minha avaliação: 1/5 não gosto de atacar Spielberg tanto como vários dos seus detractores, mas aqui ele realmente falhou.

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Live free or Die Hard (2007)

“Live free or Die Hard” (2007)

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Nova acção, velhas memórias

Há elementos interessantes aqui:

. Este filme está inserido numa tendência recente para filmes de acção que creio ter começado com o primeiro Bourne (mas posso estar enganado, estou sempre a procurar as origens de vários elementos e muitas vezes encontro raízes em projectos mais antigos que eu não conhecia). Essa tendência (influência) tem muito que ver com estilo, e normalmente inclui um tipo de fotografia azulado, e uma forma aparente dura de representar as cenas de acção/luta. Também tem que ver com o trabalho de câmara que é muitas vezes segura manualmente e opta-se por não mostrar a acção completamente clara na sua totalidade, como se fôssemos nós próprios intervenientes; assim acabamos por “olhar” para outro local qualquer que não aquele onde a acção efectivamente toma lugar. Este “estilo” já foi usado (com mais ou menos destes elementos) em projectos recentes como a série Bourne, Syriana, mesmo Casino Royale e, claro, este quarto Die Hard.

. O engraçado aqui é o seguinte: o Die Hard original foi muito original na forma como a audiência se relacionava com o herói (Willis é o responsável por isto) mas também na forma como ele representava as suas aparentemente não coreografadas cenas de acção (apesar de este tipo de luta ter provavelmente começado com o Indiana de Harrison Ford). Assim, neste filme, depois de tantos anos de degeneração das cenas de acção a interpretar (muito mal) filmes orientais, temos Willis a lutar na sua forma “trapalhona” contra a rapariga a lutar à “oriental”. Esse momento é um virar de página. Interessante.
. O tema foi bem escolhido nesta lógica de produzir um novo filme protagonizado por um velho herói. Esta dependência enorme dos computadores é o que mais mudou nos últimos 20 anos. Assim, por trás da ideia básica do “velho herói num mundo novo” temos outro conceito interessante, que é como o “mau” luta contra o “bom”, sem acção física. Alguém achou estranho que o nosso viciado em computadores fisicamente desenvolvido não morresse após uma dura luta corpo a corpo com o nosso McClane? Isto é apenas curioso mas torna-se interessante quando daí conseguimos compreender que a nossa mente tem mudado na forma como esperamos que uma cena de acção se desenvolva. Ah e esta paranóia acerca do terrorismo global não é nova, mas ganhou novas formas após o 11 de Setembro, naturalmente, na vida real e nos filmes (os filmes não só seguem a vida, mas ainda ajudam a criar a paranóia, as instituições de poder usam estes mecanismos, especialmente entre os americanos, assim aquela sequência com as falas dos vários presidentes americanos editados é irónica no sentido que mesmo que pensemos que eles estão a ser manipulados, somos nós na verdade, a audiência, especialmente a americana, quem está a ser manipulada).

. De qualquer forma, o filme tem falhas, e realmente senti falta do diálogo interno que o “velho” McClane costumava estabelecer com a audiência. Este velho que se chama McClane é quase uma caricatura do outro. Temos o sabor (é essa a exigência básica para os fãs de die hard, mas está muito longe do tipo de mecanismo que estabeleceu novos padrões para o actor de acção, tão apreciado em produções comerciais desde então – Cage repetidamente copiou isto, veja-se o “cómico” Con Air).

A minha avaliação: 3/5

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Children of Men (2006)

“Children of Men” (2006)

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Cinema referencial

Esta é uma das experiências mais fascinantes que tive no mundo dos filmes ultimamente. Cuarón é já responsável por algumas criações fortes, incluindo “Y tu mama también” ou o melhor filme Harry Potter, na minha opinião, que é o terceiro (Azkaban). Apesar disso, este é o seu melhor trabalho até agora. E o seu sucesso advém de conhecer os mestres, os faróis no mundo visual do cinema, digo conhecer mesmo qual era a força por trás dos seus filmes (mais do que copiar como, digamos, o Tarantino faz muitas vezes às suas “referências”) e usar esse conhecimento num projecto pessoal.

Pelo que conheço do mundo dos filmes, consegui “ver” quatro mestres aqui. Assim:

. começamos por Hitchcock. No seu famoso livro-entrevista com Truffaut, Hitch realçava acima de tudo a capacidade para os seus filmes cativarem as audiências; para conseguir isso ele jogava sempre com elementos da história, surpresas, revezes, acontecimentos imprevistos, etc e mais importante, ele colocava a sua visão em filmar as cenas de uma maneira que as tornasse fascinantes e cativantes. Veja-se Psycho e encontraremos a morte da nossa Julianne Moore a chegar neste filme, é como quem diz, muito mais cedo do que seria de esperar ainda para mais quando temos uma “estrela” que deveria chegar ao fim (ou perto). Veja-se os filmes de Hitch, especialmente da fase “Rope”, “dial m…” “rear window”, e encontra-se onde Cuarón recolheu muitas das ideias para vários planos, incluindo a ideia final de um único plano sem cortes, ou pelo menos, que pareça sem cortes.

. depois temos Welles. Este, na visão de Cuarón, completa a estrutura que ele recebeu de Hitchcock. Veja-se o trabalho de Welles quando ele mais claramente aponta para a exploração espacial, encontrando razões para mover a câmara, explorar o cenário, lugares desconhecidos, dentro e fora, etc. Por outras palavras, veja-se “touch of evil” onde as suas reflexões sobre exploração espacial cinemática surgem mais vivas que nunca. Comparem-se os longos planos nesse projecto (a sequência inicial, e as últimas, perseguição na ponte, etc), e volte-se a este outra vez, veja-se a longuíssima sequência final, dentro do campo de prisioneiros, e observe-se a forma brilhante como Cuarón compreende as possibilidades que Welles abriu, e a forma excelente como explora essas possibilidades.

Depois temos as porções meditativas. Cuarón é mais trapalhão aqui, e mostra uma percepção menor dos mestres que procura. Apesar disso, vale a pena ver, e pessoalmente creio que o facto de ele “apressar” as coisas onde as suas referências teriam levado mais tempo tem a ver com questões de coerência geral, e ritmo. Assim, temos:

. Tarkovsky, que, como ninguém na história do cinema, colocou a ideia de memória em frente da câmara. Todo o seu trabalho é uma grande, linda, fascinante, quase orgásmica reflexão sobre a meditação. Cuarón não chega nem a metade de Tarkovsky em profundidade e significado (visualmente falando) mas há um plano que merece atenção; aquele em que a câmara explora uma velha escola abandonada e ouvimos o ruído de um velho baloiço ferrugento onde a nossa futura mãe miraculosamente grávida pensa sobre a sua vida, e representa ao mesmo tempo a memória que ela nunca vivou, mas na qual o personagem de Owen viveu boas (e felizes) partes da sua vida;

. Leone/Morricone: o tema musical vocal está aqui pelos mesmos motivos que o tema principal de “era uma vez o oeste” está aí, e esse motivo é dar à audiência alguma da mesma emoção e sentimentos interiores que as personagens supostamente estarão a sentir nesse momento. Leone era um génio, um mestre absoluto em conseguir este efeito, e a sua colaboração com Morricone provavelmente contribui em muito para isso. De qualquer forma, Cuarón compreende Leone; assim verifiquem-se os momentos em que este tema aparece, isto depois de se rever “era uma vez…” para se compreender do que falo.

A força deste filme está no facto de se poder apreciá-lo como uma peça autónoma e, apesar disso, identificar nele as referências. Admiro pessoas que conseguem dignificar os mestres que admiram. Vejam este.
Trivia: não pude deixar de notar: mais um uso em cinema da Battersea Power Station, Londres. Este caso tem dois aspectos particulares:

é usada aqui como uma arca da arte, lugar para juntar trabalhos de arte que sobreviveram o caos. Vemos um deles através de uma janela quando o personagem de Owen está lá dentro, e essa obra é o porco voador do Animals dos Pink Floyd, que estava na capa desse álbum exactamente naquela posição em relação ao edifício. O Animals foi vagamente baseado em Animal Farm de Orwell. Orwell também escreveu 1984 que, quando adaptado a cinema, foi parcialmente rodado na mesma estação Battersea. 1984 descrevia um mundo de opressão, futuro sem esperança, parcialmente aproximado a este (ah e quando Owen entra na arca, o espaço mostrado é na verdade a entrada da Tate Modern, reabilitação de outra fábrica do mesmo arquitecto da Battersea). O outro aspecto é que num plano de rua temos como banda sonora a famosa canção dos King Crimson. Esta é uma banda progressiva dos anos 70, dos quais os Pink Floyd sairam como a mais famosa e com mais sucesso. Isto são, do meu ponto de vista, curiosidades interessantes.

A minha avaliação: 5/5

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Ratatouille (2007)

“Ratatouille” (2007)

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Welles cozinhando!

Isto é trabalho muito bom. A Pixar é, neste momento, uma aposta sólida, e tem mentes brilhantes que estão a percorrer novos caminhos em novas aventuras cinemáticas. Aqui está outra.

O princípio aqui é um ser (rato) que é capaz de controlar outro ser (humano) e assim criar a sua arte (gastronomia). Isto é anunciado antes do princípio do filme pera curta “Lifted”, já a comentei e coloquei aí o meu ponto de vista deste assunto.

A forma como a história se desenvolve é completamente Disney, algumas pessoas más, muitos seres fantásticos, alguns problemas pelo meio e um final feliz. Estamos acostumados a isso.

O motivo pelo qua este é arrojado é por causa do movimento e colocação da câmara virtual. Está realmente bem feito. Suspeito que o motivo pelo qual foi escolhido um rato foi porque sendo um animal tão pequeno, que ao mesmo tempo pode mover-se com facilidade, era perfeito para subir a prateleiras, entrar em paredes com canos ferrujentos, estar no chão a olhar para cima, estar dentro do chapéu de um cozinheiro (e aí o tema da transparência, para se trabalhar visualmente) e mexer-se rapidamente entre todos esses sítios. Assim há o ponto de vista do rato, e sobreposto a esse, muda-se constantemente vai-se para o ponto de vista dos humanos ao redor, outros animais… Isto está muito bem ritmado, claro, e a edição é superba. A câmara trabalha como Welles o faria, compreende o espaço virtual, e explora-o.

Isto é muito melhor neste aspecto do que “Finding Nemo” (que foi de certa forma um desapontamento para mim) e suspeito que sei porquê. Aí tínhamos um espaço imenso (o oceano) que tinhamos a liberdade de explorar. Mas isso não foi bem feito provavelmente pela falta de referências físicas, objectos que possam ficar parados enquanto os personagens se movem (grande trabalho explorando as possibilidades do espaço profundo é o que Besson faz, enquanto filma directamente o oceano em Atlantis mas também em praticamente todos os seus filmes).

A minha avaliação: 4/5

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Lifted (2006)

“Lifted” (2006)

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Marionetas

Vão ver esta curta no cinema mesmo antes do início de Ratatouille. E está muito bem colocada aí, já que adivinha muito do tema de Ratatouille. Um artista que manuseia um instrumento por forma a criar arte.

Esta curta pode ser entendida como uma metáfora do trabalho de um criador. Realmente difícil de controlar, verifiquem o número de botões na mesa de comando da nave espacial. É difícil aprender a “arte”, e enquanto não se consegue fazê-lo, tudo o que se faça será uma desgraça. Mas se o fazemos bem, faremos maravilhas. Consegue-se controlar o mundo abaixo, criar e destruir, mover e controlar.

Estes pequenos apontamentos (não necessariamente curtas) são interessantes para mim porque são indicações explícitas que apontam para como cada criador chega à sua própria originalidade e a minha opinião é que as criações reflectem normalmente todas as coisas próximas ao criador, normalmente os seus próprios pensamentos e vida (é a segunda vez num curto período de tempo que identifico estes sinais, a outra foi com a Kiki de Miyazaki).

O mais engraçado é que quando a construção, independentemente da sua simplicidade, é honesta nas suas origens, resulta muito bem, e por isso esta curta é realmente muito engraçada.

A minha avaliação: 4/5

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Houve uma vez dois Verões (2002)

“Houve uma vez dois Verões” (2002)

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mundo auto-explicativo

Interessa-me muito o trabalho de Jorge Furtado. Ele é uma das mais inteligentes mentes cinematográficas a trabalhar no mundo hoje. Ao mesmo tempo ele é provavelmente um dos mais, não subestimados, mas desconhecidos criadores. E há algo especialmente interessante sobre ele. Em 1989 ele realizou uma curta muito celebrada, “Ilha das Flores”. Esta funcionou como um verdadeiro manifesto para o seu cinema (e o de outros). São intenções concentradas. Adoro esses trabalhos, quando os realizadores indicam um caminho, para ser explorado por eles ou por outros (Hitchcock fê-lo com, na minha opinião, 3 projectos diferentes, Rope, Vertigo e North by Northwest). Furtado fê-lo com Ilha das Flores. E influenciou toda uma geração de realizadores de Porto Alegre, Brasil. Este pode não ser o ramo mais conhecido do cinema brasileiro actual (esse seria o que Salles conseguiu publicitar). Mas para mim merece muita atenção.

Aqui temos a primeira longa de Furtado. E a sua fraqueza provavelmente virá daí mesmo. Os seus films (curtas e longas) contém um mundo diferente. Nesse mundo temos simultaneamente:

a) algo que acontece;

b) a explicação em detalhe do que está a acontecer (e ligado a isso o máximo de elementos possíveis exteriores a esse mundo);

c) um sentido de ironia e auto-crítica (e como consequência auto-consciência) desse mesmo mundo acontecendo em frente a nós;

Assim, tudo está construído com auto-referência, e sempre com inteligência. Onde penso que este projecto particular tem muitas fraquezas é no facto do seu pensamento silogístico não ser aqui tão inteligente e consequente com era em, por exemplo, Ilha das Flores. Aí tudo estava no seu lugar perfeito, todos os silogismos estavam perfeitamente justificados, mais tarde ou mais cedo, e tudo encaixava. Obviamente a forma curta ajudava a este desenvolvimento coerente. O tema era também bastante significativo em “ilha…” . De qualquer das formas, este é o mundo de Furtado, e apesar de este não ser o seu trabalho mais forte (ou mesmo a sua melhor longa) é, ainda assim, merecedor de um visionamento, apesar do nível de actores horrivelmente amador e alguns aspectos pobres da produção.

Apesar de tudo, se puder, veja “Ilha das Flores” para compreender Furtado antes demais, e quando acabar de ver todos os seus filmes, volte a ver Ilha das Flores. Ah, e verifique-se “Mon oncle d’Amérique” de Resnais, que mostra onde este tipo de pensamento interligado começou na escrita fílmica, pelo menos nesta forma específica. O trabalho do francês não é tão fluído ou irónico como o de Furtado, mas ele domina a forma longa melhor do que Furtado fez aqui.

A minha avaliação: 3/5, apesar de tudo, vale a pena ver.

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Bedazzled (2000)

“Bedazzled” (2000)

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tem a ver com escrita, e lábios

De vez em quando isto acontece. Um filme produzido sob os maiores condicionalismos de ordem comercial que na verdade tem alguma inteligência na sua concepção. Aconteceu-me duas vezes esta semana assistir a algo assim (a outra situação foi com “the girl next door”). Na verdade há uma estratégia de contar uma história aqui. É simples: o nosso herói visita vários mundos de acordo com os seus “desejos” ou pelo menos ele assim o pensa. O dispositivo cómico aparece quando compreendemos que cada um desses mundos será A) totalmente diferente do mundo anterior e da realidade do herói e B) nunca de acordo com o seu verdadeiro desejo. Isto dá ao filme um motivo para se ir reinventando que realmente funciona. Fraser ajuda. Normalmente não gosto do seu estilo pseudo-trapalhão de actuar mas aqui ele revela-se muito versátil.

Agora, o que realmente achei interessante: alguém deseja algo, e outra(s) coisa(s) vêm junto a essa, é como quem diz, definir em demasia é erro, assim quanto mais geral somos naquilo que definimos mais controlo conseguir sobre o que criamos. Isto é interessante se visto de um ponto de vista de escrita para cinema, precisamente porque tem que ver com controlo efectivo sobre o meio (e a comédia nas coisas inesperadas que acontecem nos mundos paralelos tem sempre que ver com omissões ou não-considerações o exageros no “desejo” em si). Gostei disso. De qualquer forma o crédito provavelmente deverá ser dado a Peter Cook, por isso vou tentar chegar à versão original para verificar como esta questão foi tratada aí.

Ah, e já agora, a Elizabeth Hurley está realmente um ser sexual aqui. Ela tem qualidades físicas óbvias, mas aqui creio que teve que ver sobretudo com a forma como ela usa a boca. Normalmente isso chega-me como algo pouco natural nela, mas aqui realmente funciona. Verifiquem. E o sotaque inglês ajuda.

A minha avaliação: 3/5 Verifiquem este.

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Destaques

Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve