North by Northwest (1959)

“North by Northwest” (1959) (Intriga internacional)

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James “Hitch/Grant” Bond

Penso que é fantástica a atitude de alguns artistas em relação à sua actividade. Falo daqueles que, numa vida inteira de criação perseguem vários objectivos, várias ideias diferentes, muitas vezes indefinidas e nebulosas no princípio e quando finalmente focalizam essas ideias com precisão e criam algo importante daí, partem para explorar novas ideias deixando muitos outros artistas tirando conclusões do que ficou. Hitchcock sofreu influências, evidentemente, mas o que ele permitiu acontecer depois dele coloca-o entre os mais memoráveis inventores na história do cinema. Assim, Hitch foi influente através de vários dos seus trabalhos:

. Rope (a Corda) – e seguindo este, o muito notável “Dial M for Murder” e a obra-prima absoluta “Rear Window” (a Janela indiscreta); aqui foi onde ele explorou ao máximo o seu olho da câmara, tão influente em anos posteriores, realmente adoro esta fase.

. Vertigo – o trabalho em que Hitch reflect sobre o papel que o actor pode ter e a sobreposição de papéis (papel dentro de papel, actor dentro de actor) e a forma como o observador lida com isso; também reflecte sobre o modo como um cenário pode influenciar uma acção ou modo apenas por existir.

. North by Northwest – o primeiro filme James Bond, Hitch e Grant são os pais do personagem no cinema, é interessante como anos mais tarde Hitch usaria Connery, o primeiro Bond factual, no seu tardio “Marnie” .

Eu sou um fã de James Bond, ele fez parte da minha infância e adolescência, e ainda tem um lugar na minha imaginação, contudo, de um ponto de vista cinemático, esta última “revolução” é, para mim, a menos interessante. Apesar disso, que grande filme este é. Hitchcock introduz aqui com uma qualidade cinemática sem precedentes o tema do filme de perseguição, onde cada dia seguinte é indefinido em acções e locais, onde o sexo sempre surge sob a forma de uma bela mulher com objectivos incertos (a loira de Hitch!). Cary Grant era já o primeiro Bond antes de Fleming criar a personagem por isso, num certo sentido, este é provavelmente o primeiro filme de Hitch em que o que realmente interessa é o estilo. A história está cheia de problemas e incoerências, não faz sentido em muitos pontos, mas isso acontece a 90% dos filmes (especialmente de acção). Herrmann alcança aqui uma das suas mais subtis e melhores bandas sonoras para Hitchcock, e tudo tem um bom gosto irresistível, mesmo que cheio de clichés “hitchcockianos” (o local icónico para o momento importante da acção, neste caso Rushmore, a aparição de Hitch logo no início, a mulher loira…)

Muitas vezes, gostar ou não de um realizador tem que ver com questões pessoais, nesse sentido, eu realmente adoro o trabalho de Hitchcock, mas aparte disso, todos os méritos imensos que ele teve devem ser reconhecidos e no meu ponto de vista, este é um dos seus (neste caso não tão brilhantes) feitos.
A minha avaliação: 4/5 a sua piada tem que ver, suponho, com o ritmo e energia.

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1 Response to “North by Northwest (1959)”


  1. 1 lastprophet Setembro 14, 2007 às 9:34 am

    Apartir desta semana no meu blog de cinema http://www.blogoris.blogspot.com começa a votação do melhor e pior filme de 2007. Esta semana vota-se no melhor filme de janeiro de 2007 . Para já Apocalypto vai à frente com 3 votos. Passem por lá, do lado direito depois dos “destaques” está a poll.


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Vou começar de forma mais séria a tratar o tema do cinema e espaço/arquitectura. Espero poder introduzir novidades em breve