“Jeu” (2006)

vídeo clip musical
Esta curta trata basicamente de transformar música (aqui um concerto de Prokofiev) numa banda sonora. E o caminho escolhido é fazê-lo de uma forma abstracta, livre de uma linha narrativa, jogando livremente com formas que sempre mudam e se adaptam, cores (vermelho, amarelo, azul ciano) colocadas com diferentes posições e efeitos e movimento. Assim, a experimentação é o conceito chave, e há alguns aspectos que interessantes que resultam pontualmente.
Apreciei especialmente uma alusão ao pontilhismo de Seurat e Pissarro. Foi muito interessante a forma como os pontos (vermelhos e amarelos) movendo-se freneticamente sobre um fundo de tom ciano criou uma grande sensação de queda de água, ou água em movimento. Os impressionistas poderiam de facto ter adorado isto.
A ideia de movimento circular em termos de composição narrativa (e muitos elementos individuais dentro dessa composição, como os números iniciais que se transformam noutros números por movimento circular) também é interessante.
Mas tudo pecou por falta de unidade e, apesar dos seus menos de 4 minutos de duracção, tem (demasiadas) partições e porções desconectadas. Essa é a sua falha.
A minha opinião: 3/5 interessante como experiência.