“Murder at 1600″ (1997)

casa vazia
Mais uma mistura banal de cenas de acção desinteressantes com um ambiente de falso suspense associado ao enredo político.
O que se passa nestes filmes é que nenhum dos elementos que supostamente deveriam cativar-nos é minimamente interessante para fazer o filme valer a pena. Assim temos:
- a acção é um cheiro de acção, ou menos. Apenas umas poucas cenas de tiros, literalmente tiros, o personagem de Diane Lane é especialista em tiro, e todas as cenas de acção são aborrecidas e baseadas nisso;
- a história é vulgar e inútil. Vejam a estupidez disto: tem a ver com uns gajos que tramam o presidente dos EUA tramando o filho dele, ao implicá-lo no assassínio de uma das suas amantes. Dessa forma eles chantagiam o presidente, forçando-o a escolher entre a sua posição e a reputação da família. A ideia era substitui-lo para que os maus pudessem entrar na Coreia do Norte com meia dúzia de soldados para libertar outros soldados… Ah, e o cérebro do mal era um amigo e colaborador estreito do bom presidente;
- o ponto anterior não deveria interessar. Posso contar dezenas de filmes com enredos igualmente estúpidos que valem a pena o tempo, porque sobre esses enredos vazios colocam outras coisas interessantes. Mas aqui nada o suporta. Aquilo que o Wesley Snipes faz só funciona quando a escrita o permite (demolition man), a direcção é banal e aborrecida, nada para ver aqui.
Diana Lane tem uma presença. Ela não é uma actriz especialmente interessante, mas posa bem, e tem um olhar enigmático, que atrai. Ela teria sido uma grande femme fatal, se tivesse trabalhado há 60 anos.
A minha opinião: 1/5
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