A Guide for the Married Man (1967)

“A Guide for the Married Man” (1967)

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sWingin’ in the rain

Creio que sei o que era suposto este filme ser. Esta história, e esta montagem deveriam bailar em frente dos nosso olhos tal como Gene Kelly costumava, literalmente, dançar nos seus musicais passados. Aprecio a ideia, o homem usou a imagem que o público tinha dele, e tentou ser coerente com ela, detrás da câmara. A história fala de bailarinos, tipos que contornam adversidades, esquemas para enganar as mulheres, aquele ambiente onde o adultério é cómico, e o bom nunca cai nele, porque no fundo ele compreenderá que na verdade ama a sua mulher. Assim, trocamos constantemente de cenários, e voltamos a esses cenários, introduzimos novos personagens, contando-se histórias que não sabemos se realmente aconteceram, e isso é feito de uma forma frenética (para a altura deste filme). Kelly tenta bastante manter a edição a par da história, e aprecio o esforço, mas ele não é suficientemente dotado para fazer isto com competência. No mesmo ano, Stanley Donen realizou uma obra notável, um filme que eu considero essencial, “Two for the Road”, ele tentou algo semelhante, mas saíu-se bem de uma forma que Kelly nunca poderia conseguir. Aí, Donen conseguiu controlar a edição e a linha narrativa em coerência. Estas duas mentes (Kelly e Donen) tinham sido responsáveis por uma grande experiência, “Singin’ in the rain”. Por esse filme, e por “Two for…” compreendemos que eles sabiam que poderiam chegar a algum lado com o que experimentavam. Donen chegou, mas este filme é só uma tentativa menor.

A minha opinião: 2/5

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