“D-Tox” (2002)

Como evitar ser um bom filme
Quando chego a coisas como isto, tento não me fixar nas coisas óbvias que são más, ou que simplesmente não estão e deviam estar. Tento antes compreender as coisas que podiam ter sido boas, mas simplesmente falharam, por incompetência, pressões comerciais (seja isso o que for) ou pura inabilidade para ver as possibilidades.
Aqui, esse potencial não usado é bastante claro para mim. Temos um personagem principal que é, até um certo ponto, louco. Ele é colocado junto com outros personagens, num espaço fechado, algures no meio de um clima frio adverso. Esses personagens são todos tão loucos como o principal, e todos parecem esconder algo. É isso. Isto podia ter sido explorado de forma visual. Temos uma pista fantástica que indica pensamento visual: o psicopata que persegue Stallone é alguém que assassina pessoas tirando-lhes os olhos, e diz várias vezes “eu vejo-te mas tu não me vês”. Não vemos a cara do assassino até bem perto do fim, pelo menos sabendo quem ele é… Como é possível saltar isto?? Creio que aconteceu porque Stallone foi (demasiado) autorizado a recuperar o seu herói dos anos 80, basicamente o tipo de passado negro que se vinga. Tão amador… a um certo momento perto do fim já nem é credível que ele tenha algum tipo de insanidade. Este tipo de escrita de argumentos é incompetenete, estúpida e, pior, perguiçosa… Baseia-se em fórmulas, e perde as oportunidades que cria. Não vejam este.
A minha opinião: 1/5

Eu achei o Sweeney Todd, um dos melhores filmes de Tim Burton (só não vi O Charlie…). Os diálogos/melodias estão excelentes, a fotografia idem, a banda sonora divinal, tendo apenas algumas falhas no que toca a caracterização de uma ou outra personagem, principalmente a de Alan Rickman, que para mim é demasiado sub-aproveitado no filme.
Eu daria 4/5…
Esquece o leste acima… confusão de posts… o D-Tox nunca vi